A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda, o uso e a entrada no Brasil das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral. Esses produtos, que utilizam o princípio ativo tirzepatida, eram trazidos ilegalmente do Paraguai e anunciados em redes sociais sem qualquer garantia de segurança.
A agência também negou o registro de três novos medicamentos que pretendiam entrar legalmente no mercado: Plaobes, Lirahyp (liraglutida) e Embeltah (semaglutida). As fabricantes não conseguiram atender aos requisitos técnicos de eficácia e qualidade exigidos para proteger a saúde do consumidor, segundo a Anvisa.
‘Canetas emagrecedoras’ vindas do Paraguai trazem risco à saúde e violam leis de patente
O perigo das canetas Gluconex e Tirzedral reside na falta de informações sobre quem as fabrica ou o que realmente compõe o líquido injetável.
A Anvisa reforça que não há garantia de qualidade. E o uso dessas substâncias de origem desconhecida coloca o paciente em risco por elas não terem passado por testes de segurança.
Por isso, a fiscalização foi reforçada para retirar esses anúncios das redes sociais e barrar a entrada dos itens no país.
Existe também uma barreira legal intransponível: a farmacêutica Eli Lilly é a única detentora da patente da tirzepatida no Brasil até 2036.
Isso significa que qualquer outra marca que tente comercializar essa substância no território nacional está agindo de forma irregular e ilegal. Atualmente, o único medicamento registrado sob essa patente oficial é o Mounjaro.
O cenário de busca crescente por tratamentos injetáveis facilitou a disseminação desses produtos piratas, que aproveitam o sucesso de substâncias famosas para atrair compradores.
Anvisa nega registro de três novos medicamentos por falhas técnicas
A Anvisa rejeitou os pedidos de registro do Plaobes e Lirahyp, da Cipla, e do Embeltah, da Dr. Reddy’s, por meio da Resolução (RE) 1.479/2026.
Segundo a agência, as empresas falharam em apresentar estudos e dados técnicos que comprovem que os remédios são seguros e funcionam como o esperado.
O mercado de remédios para emagrecer está em transformação desde a queda da patente da semaglutida (usada no Ozempic e Wegovy), em março de 2026. Atualmente, a agência analisa 16 pedidos de registro para semaglutida e sete pedidos para liraglutida.
Atualmente, não existem concorrentes diretos do Ozempic e do Wegovy (isto é, com semaglutida) formalmente autorizados a serem vendidos no país. Para a liraglutida, a situação é mais estável, com cinco medicamentos já registrados por dois laboratórios diferentes.
(Essa matéria usou informações do G1.)
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