Seu DNA pode estar diminuindo o efeito dos remédios; entenda

Você já sentiu que um remédio funcionou perfeitamente para uma amiga, mas causou efeitos colaterais em você? Pois saiba que a resposta para esse mistério não é coincidência, mas sim genética. Atualmente, a ciência revela que o nosso DNA dita como o organismo reage a substâncias, desde analgésicos até hormônios.

De acordo com o médico Ricardo di Lazzaro, doutor em genética, pequenas variações no DNA alteram o metabolismo de substâncias. Portanto, o que é seguro para uma pessoa pode não ser para outra. Um estudo da revista científica JAMA Network Open reforça essa tese: mais de 90% das pessoas possuem variantes que afetam a resposta a medicamentos.

Entenda a relação entre DNA e anticoncepcionais

O uso de pílulas requer atenção especial, pois o DNA pode indicar uma chance maior de desenvolver complicações. Embora o risco de trombose venosa profunda (TVP) em usuárias de anticoncepcionais orais combinados seja considerado baixo (5 a 12 casos em 10 mil mulheres), a presença de mutações genéticas muda esse cenário.

Essa alteração genética é uma das principais causas de trombofilia hereditária. A hematologista Monique Morgado explica que identificar essa predisposição permite uma abordagem muito mais segura para a paciente. Além disso, o conhecimento prévio evita que mulheres com alto risco genético utilizem métodos que possam colocar sua vida em perigo. Através dos testes de DNA, o médico ajusta o tratamento de forma personalizada, garantindo tranquilidade no dia a dia.

O uso de pílulas requer atenção especial, pois o DNA pode indicar uma chance maior de desenvolver complicações – Canva/alexlmx

Benefícios dos testes genéticos para a saúde da mulher

A medicina atual utiliza a análise genômica para mapear predisposições a condições como câncer de mama, endometriose e síndrome dos ovários policísticos (SOP). Dessa forma, os testes genéticos deixaram de ser itens de ficção científica para se tornarem ferramentas práticas de prevenção.

Com efeito, essa tecnologia auxilia na escolha de exames de rastreamento mais frequentes ou mudanças nos hábitos de vida. Segundo Cristovam Scapulatempo Neto, diretor médico da Dasa Genômica, a integração da genética com a prática clínica apoia decisões médicas mais precisas. Em suma, conhecer seu mapa biológico é o primeiro passo para uma longevidade com qualidade e segurança.

Resumo: O DNA influencia diretamente a eficácia de tratamentos e o risco de efeitos colaterais. Testes genéticos identificam predisposições a doenças como trombose e câncer, permitindo que médicos prescrevam anticoncepcionais e medicamentos de forma personalizada e segura para cada mulher.

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