Você já sentiu que o dia não rende após uma noite mal dormida? Muitas vezes, negligenciamos o descanso em prol da produtividade, mas a ciência alerta que essa escolha pode custar caro. Para a neurocientista Carol Garrafa, CEO da Santé, o momento de dormir não é um intervalo passivo, mas um processo biológico ativo essencial para a vida. De acordo com a especialista, é durante a noite que o cérebro realiza uma verdadeira “faxina” metabólica, eliminando toxinas e consolidando aprendizados.
Entenda como a qualidade do sono impacta sua saúde
A busca pela qualidade do sono deve ser uma prioridade, pois dormir mal afeta diretamente a amígdala cerebral, tornando-nos mais irritáveis e impulsivos. Conforme explica Carol Garrafa, o cérebro processa vivências e regula emoções enquanto descansamos. Por isso, a privação crônica está ligada ao aumento do risco de ansiedade, depressão e até demência a longo prazo. Além disso, o corpo precisa de ciclos contínuos; dormir seis horas seguidas é muito mais benéfico do que oito horas fragmentadas.
Além do bem-estar mental, a qualidade do sono influencia o ponteiro da balança. Quando não dormimos o suficiente, os níveis de leptina (hormônio da saciedade) caem, enquanto a grelina (hormônio da fome) sobe. Consequentemente, o cérebro fatigado busca recompensas imediatas em alimentos calóricos, dificultando o emagrecimento. Além disso, o aumento do cortisol provocado pelo cansaço favorece o acúmulo de gordura abdominal.
A busca pela qualidade do sono deve ser uma prioridade, pois dormir mal afeta diretamente a amígdala cerebral, tornando-nos mais irritáveis e impulsivos – Canva Equipes/fizkes de Getty Images
O perigo das telas e a higiene do sono
Outro vilão moderno é o uso excessivo de dispositivos eletrônicos antes de deitar. A luz azul emitida por celulares inibe a produção de melatonina, o hormônio que prepara o corpo para o repouso. Além disso, conteúdos agitados ou violentos mantêm a mente em estado de alerta. Como o inconsciente não distingue realidade de ficção perfeitamente, essas imagens podem gerar pesadelos e interromper fases profundas do descanso. Portanto, criar um “ritual de desligamento” é fundamental para uma noite restauradora.
Dicas práticas para dormir melhor hoje
Para conquistar uma rotina saudável, a neurocientista sugere manter horários regulares para deitar e acordar, inclusive aos finais de semana. Adicionalmente, evitar estimulantes como cafeína à noite e tomar um banho morno ajuda o corpo a relaxar. De fato, o cérebro responde à previsibilidade. Pequenos cochilos de 20 minutos à tarde podem até ajudar no foco, mas evite sonecas longas para não prejudicar o descanso noturno principal.
Resumo: O momento de dormir é um processo vital para a limpeza cerebral e regulação hormonal. A neurocientista Carol Garrafa alerta que a falta de descanso prejudica a memória, aumenta a fome e afeta a saúde mental. Para melhorar a rotina, é essencial reduzir o uso de telas e manter horários regulares.
Leia também: Dormir emagrece? Entenda como o sono regula sua fome e ajuda a perder peso





