O que é alopecia areata, doença capilar de Virginia, e como tratar

Uma falha no cabelo que surge de repente, sem dor ou coceira, pode causar estranhamento e até preocupação. Foi exatamente assim que a influenciadora Virginia Fonseca descobriu a condição que trouxe o tema à tona nas redes sociais. Mas o que é alopecia areata e por que ela aparece?

O dermatologista Fernando Luz, especialista em cirurgia dermatológica, explica que a alopecia areata é uma doença autoimune. Segundo ele, o sistema imunológico tem como função proteger o organismo contra vírus, bactérias e fungos. No caso da doença, porém, o corpo perde a capacidade de distinguir o que faz parte do próprio organismo e o que representa um invasor externo.

“O sistema de defesa passa a enxergar células saudáveis como ameaças e as ataca. Na alopecia areata, as células escolhidas como alvo são as que formam o bulbo capilar, a raiz do fio de cabelo. Em consequência a essa reação inflamatória, o fio de cabelo cai, deixando aquela área sem cabelo”, esclarece Luz.

O que é alopecia areata e como ela afeta os fios

A doença tem origem multifatorial, ou seja, envolve diferentes fatores. Em primeiro lugar, existe uma predisposição genética. No entanto, fatores emocionais, como estresse intenso e ansiedade prolongada, costumam atuar como gatilhos importantes. Além disso, noites mal dormidas, tabagismo e consumo frequente de álcool também podem contribuir.

Outro ponto relevante envolve hábitos do dia a dia. Por exemplo, usar acessórios muito apertados ou coçar o couro cabeludo pode agravar o quadro. Ainda que esses fatores não sejam determinantes, eles podem influenciar a evolução da doença.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

O principal sinal da alopecia areata é a queda localizada de fios. Em outras palavras, surgem falhas visíveis, geralmente arredondadas, sem outros sintomas associados.

No entanto, justamente por não causar desconforto físico, a condição pode passar despercebida. Por isso, qualquer alteração no volume ou distribuição do cabelo merece atenção.

Alguns comportamentos interferem diretamente na evolução da alopecia areata. A automedicação, por exemplo, pode irritar o couro cabeludo e intensificar a inflamação.

Além disso, interromper o tratamento por conta própria compromete os resultados. Da mesma forma, manter níveis elevados de estresse pode perpetuar o problema. Adotar hábitos saudáveis e seguir as orientações médicas faz toda a diferença no controle da doença.

Como tratar alopecia areata

Embora não exista uma cura definitiva, o tratamento da alopecia areata evoluiu bastante. Hoje, os dermatologistas combinam diferentes abordagens, conforme o perfil de cada paciente.

Entre as opções, destacam-se medicamentos tópicos e orais, que ajudam a controlar a resposta imunológica. Além disso, procedimentos como a mesoterapia capilar e a LED-terapia podem estimular o crescimento dos fios.

Nos casos mais extensos, entram em cena os imunomoduladores e imunobiológicos. Esses medicamentos atuam diretamente nos mecanismos inflamatórios e têm mostrado bons resultados.

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