A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) abriu uma investigação antitruste contra a Microsoft para avaliar o poder da empresa no mercado de software empresarial. O órgão quer entender se a big tech se enquadra como detentora de uma “posição estratégica de mercado” no setor, o que poderia levar a medidas regulatórias.
A CMA vai analisar se a integração entre produtos da Microsoft – como Windows, Word, Excel, Teams e Copilot – estaria reduzindo a concorrência. Além disso, vai examinar de que forma empresas rivais de inteligência artificial conseguem integrar suas ferramentas ao ecossistema corporativo da companhia.
A apuração é a quarta conduzida pela CMA com a Microsoft, com base nos novos poderes regulatórios aprovados no ano passado.
Microsoft pode ser forçada a estimular a concorrência
Caso a entidade entenda que big tech detém poder no mercado empresarial, a empresa receberia a designação de “Strategic Market Status” (SMS). Isso pode levar à imposição de obrigações por parte da própria companhia para estimular a competição no setor.
Além do mercado de software empresarial, a investigação pode ampliar o escrutínio sobre os serviços de computação em nuvem. A CMA já havia apontado anteriormente que práticas de licenciamento da Microsoft poderiam dificultar a concorrência nesse segmento.
A diretora-executiva da CMA, Sarah Cardell, afirmou que o software empresarial tem papel central na economia britânica e que milhares de organizações dependem das soluções da empresa. Segundo ela, o objetivo é “entender como esses mercados estão se desenvolvendo, a posição da Microsoft neles e considerar quais ações específicas, se houver, podem ser necessárias para garantir que as organizações do Reino Unido possam se beneficiar de opções, inovação e preços competitivos”.
Em resposta à agência Reuters, a empresa disse que pretende colaborar com as autoridades britânicas durante o processo. “Estamos empenhados em trabalhar de forma rápida e construtiva com a CMA para facilitar sua revisão do mercado de software empresarial”, afirmou um porta-voz da companhia.
A previsão é que a investigação seja concluída até fevereiro de 2027.
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