Todos parecem estar de olho no Espaço, embora os objetivos possam ser os mais diversos. Nos últimos dias, a startup britânica BioOrbit enviou com sucesso um equipamento chamado Box-E para a Estação Espacial Internacional.
Do tamanho de um forno micro-ondas, ele permanecerá em órbita por aproximadamente seis semanas. O objetivo é usar este equipamento para produzir cristais de proteína ultra-puros, um passo essencial para desenvolver novos remédios contra o câncer.
Vantagens espaciais
A microgravidade permite que compostos farmacêuticos se cristalizem em estruturas puras e altamente estáveis, impossíveis de serem obtidas aqui na Terra.
Uma vez de volta ao nosso planeta, esses cristais podem ser transformados em medicamentos contra o câncer que os pacientes podem armazenar na geladeira e se injetar em casa ou no trabalho.
A ideia é que essa alternativa torne os tratamentos mais simples, evitando a necessidade de ida ao hospital para receber imunoterapias por infusão intravenosa durante várias horas.
Os remédios produzidos no Espaço também têm um prazo de validade mais longo.
Ambiente espacial oferece diversas vantagens para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer (Imagem: buradaki/Shutterstock)
Injeções de medicamentos em casa
Centenas de experimentos a bordo da Estação Espacial Internacional já mostraram que o processo da BioOrbit funciona. Segundo a empresa, o Box-E é o primeiro passo em direção à fabricação em massa de medicamentos que devem revolucionar o tratamento contra o câncer.
Um dos principais desafios continua sendo o alto custo para o envio dos materiais ao Espaço. Mesmo assim, a startup acredita que as vantagens superam esse obstáculo. Isso porque o tratamento em casa poderia economizar bilhões em recursos utilizados pelos serviços de saúde.
Apesar do otimismo, a expectativa é que leve pelo menos cinco anos até que as novas formulações de medicamentos contra câncer cheguem ao mercado. As informações são do The Guardian.
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