No último sábado, 13 de junho, enquanto a Seleção Brasileira estreava na Copa do Mundo 2026 com um empate de 1 a 1 contra o Marrocos, a Nintendo reuniu jornalistas e influenciadores — incluindo o Olhar Digital — para assistir à partida e experimentar, nos intervalos, alguns dos títulos de futebol que a empresa tem no catálogo para seus consoles.
O jogo que mais chamou atenção no evento não era novidade nas prateleiras. Era um lançamento de 2022.
Sobre Mario Strikers: Battle League
Mario Strikers: Battle League chegou ao Nintendo Switch em junho de 2022 e segue compatível com o Nintendo Switch 2 via retrocompatibilidade. O timing para revisitar o jogo não poderia ser melhor: Copa do Mundo em andamento, o Brasil em campo e um jogo de futebol que não poderia ser mais diferente do que acontece nos gramados de verdade.
A proposta é futebol de 5 contra 5 com os personagens do universo Mario. O elenco completo soma 16 jogadores — entre eles Mario, Luigi, Peach, Toad, Yoshi, Bowser, Donkey Kong, Rosalina e Waluigi, cada um com atributos distintos que influenciam diretamente o comportamento em campo.
Bowser no Mario Strikers: Battle League – Nintendo (Divulgação)
Mas é na falta de regras que o jogo se define. Não existe falta, não existe cartão, não existe impedimento. Carrinho é estratégia. Voadora é um recurso válido. Pegar a bola com a mão é completamente aceitável. A isso se somam power-ups clássicos do universo Mario como cascas de tartaruga ou bob-ombs, que caem em campo durante as partidas e forçam os times a reagir em tempo real.
Quem já conhece a Kings League vai encontrar aqui um DNA familiar. Ou talvez seja o contrário: a Kings League, criada por Gerard Piqué em 2022 com a proposta de modernizar o futebol society com regras inovadoras, chegou no mesmo ano que o Battle League.
O diferencial: Hyper Strike
Dentro de toda a lógica caótica do jogo, existe um elemento que eleva ainda mais o nível de imprevisibilidade: o Hyper Strike.
Durante as partidas, um orbe especial aparece em campo. O time que o captura pode ativar o Hyper Strike — uma sequência de animação exclusiva para cada personagem, cinematográfica e exagerada na melhor tradição da Nintendo. O detalhe decisivo: o gol marcado via Hyper Strike vale por dois.
Uma vantagem de um gol pode virar desvantagem em segundos. Isso muda completamente a tática do jogo e transforma cada aparição do orbe em um momento de alta tensão.
Caos com curva de aprendizado
A jogabilidade não se entrega de imediato. Há passes precisos, dribles cronometrados, chutes carregados e a necessidade de mirar corretamente ao tentar superar o goleiro que, controlado pela IA, para ser honesta, é extremamente competente. Dominar todos esses comandos ao mesmo tempo enquanto ainda lida com itens voando pelo campo exige atenção.
O jogo conta com um modo tutorial que aborda os fundamentos principais. A barreira de entrada existe, mas é fácil de aprender.
No final, a Seleção Brasileira ficou no empate de 1 a 1 com o Marrocos. Até que Vinicius Júnior marcou, mas o resultado não veio como o desejado pela maioria dos brasileiros. No Mario Strikers: Battle League, pelo menos, deu para compensar.
Mario Strikers: Battle League está disponível para Nintendo Switch (e compatível com Nintendo Switch 2). Classificação indicativa: 10 anos. Demo disponível na Nintendo e-shop
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