Durante décadas, o ovo e colesterol alto foi um tema controverso. Por conter uma quantidade significativa de colesterol na gema, o alimento foi apontado como um dos responsáveis pelo aumento do colesterol sanguíneo e, consequentemente, pelo risco de doenças cardiovasculares.
Hoje, porém, o entendimento científico sobre o tema é diferente: o colesterol presente nos alimentos exerce um impacto muito menor sobre os níveis de colesterol no sangue do que se acreditava anteriormente.
O que influencia o colesterol no sangue?
O principal fator alimentar associado ao aumento do colesterol LDL, conhecido popularmente como colesterol “ruim”, é o consumo excessivo de gorduras saturadas e gorduras trans. Essas substâncias estão presentes em alimentos como carnes gordurosas, embutidos, queijos mais gordos, manteiga, produtos ultraprocessados e diversos itens industrializados.
Por isso, analisar apenas a quantidade de colesterol presente em um alimento pode levar a conclusões equivocadas. O contexto geral da alimentação tem um peso muito maior para a saúde cardiovascular.
Além disso, cada organismo responde de forma diferente ao colesterol alimentar. Questões genéticas e metabólicas influenciam a maneira como o corpo absorve e processa essa substância.
Ovos podem fazer parte de uma alimentação saudável?
As evidências atuais indicam que sim. Para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo de ovos dentro de uma alimentação equilibrada não está associado ao aumento significativo do colesterol sanguíneo nem ao maior risco de doenças cardiovasculares.
Além de acessível e versátil, o alimento oferece nutrientes importantes para o organismo. O ovo fornece proteínas de alto valor biológico, vitaminas, minerais e compostos que participam de diferentes funções do corpo. Grande parte desses nutrientes está concentrada justamente na gema, que durante anos foi deixada de lado por muitas pessoas.
Entre os nutrientes encontrados no alimento estão vitaminas A, D, E, K e do complexo B, além de minerais como ferro, fósforo, zinco e selênio. O ovo também é fonte de colina, substância importante para o funcionamento do cérebro.
Ovo e colesterol alto: entenda o que mudou nas recomendações. Crédito: Canva
A forma de preparo faz diferença
Embora o ovo em si não seja mais considerado um vilão da alimentação, a maneira como ele é preparado pode alterar seu impacto nutricional.
Receitas que utilizam grandes quantidades de manteiga, óleo ou outras gorduras adicionadas tendem a aumentar o teor calórico e a quantidade de gorduras saturadas da refeição. Por isso, preparações como ovos cozidos, pochê, mexidos com pouca gordura ou omeletes com vegetais costumam ser opções mais equilibradas.
Outro cuidado importante envolve o armazenamento e a manipulação correta dos ovos para reduzir riscos de contaminação alimentar. Casca íntegra, refrigeração adequada e atenção ao prazo de validade são medidas fundamentais.
Resumo:
O ovo deixou de ser apontado pela ciência como um dos principais responsáveis pelo aumento do colesterol. Hoje, se entende que gorduras saturadas e trans têm papel mais importante nesse processo.
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