Em 2026, anúncios de nomes como Maju Coutinho, Sabrina Sato e Anne Hathaway ajudaram a jogar luz sobre um tema que mistura escolhas pessoais, planejamento reprodutivo e cuidados com a saúde. Embora a gravidez tardia tenha ganhado espaço nas rodas de conversa, ainda existem muitos tabus a respeito da maternidade nesta fase da vida.
“A gravidez após os 40 anos não deve ser encarada como uma impossibilidade nem como sinônimo automático de uma gestação de alto risco”, afirma a ginecologista e obstetra Karoline Prado. Ainda assim, a especialista ressalta que alguns riscos obstétricos e fetais aumentam e exigem acompanhamento individualizado.
A idade também interfere na fertilidade. Com o passar dos anos, a reserva ovariana e, principalmente, a qualidade dos óvulos diminuem, o que reduz as chances de uma gestação espontânea e aumenta a possibilidade de alterações cromossômicas. É justamente por isso que a maternidade após os 40 costuma exigir mais planejamento antes mesmo do teste positivo.
Gravidez tardia reduz as chances de engravidar naturalmente?
A resposta varia de mulher para mulher, mas a idade dos óvulos pesa nesse processo. Karoline explica que a possibilidade de uma gravidez natural continua existindo após os 40, embora as chances sejam menores quando comparadas às de mulheres mais jovens.
Para quem deseja adiar a maternidade, a médica recomenda conversar com um especialista antes. Essa avaliação ajuda a entender a reserva ovariana, o histórico reprodutivo e as possibilidades disponíveis, inclusive quando existe interesse na preservação da fertilidade.
Aos 48 anos, a jornalista Maju Coutinho anunciou a gravidez depois de já ter contado publicamente que havia congelado óvulos. A experiência reforça a importância da informação prévia, mas não serve como regra para todas as mulheres.
Gravidez tardia depois dos 40 não é sinônimo de alto risco; entenda os cuidados – Crédito: Globo
Quais riscos aumentam em uma gravidez após os 40?
Durante a gestação, a idade materna avançada pode elevar a probabilidade de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, alterações cromossômicas e outras complicações obstétricas.
Isso não significa, porém, que todas as mulheres acima dos 40 terão problemas. “Uma mulher de 42 anos saudável pode ter uma evolução completamente diferente de outra mulher da mesma idade que apresenta hipertensão, diabetes, obesidade ou alguma doença pré-existente”, destaca Karoline.
Por isso, condições anteriores à gravidez também entram na conta. Peso, pressão arterial, glicemia, funcionamento da tireoide, medicamentos em uso e histórico clínico ajudam a definir quais cuidados serão necessários ao longo do pré-natal.
Como se preparar para a maternidade após os 40?
O cuidado pode começar antes da concepção. A consulta pré-concepcional permite revisar vacinação, alimentação, atividade física, medicamentos, suplementação e o controle de doenças crônicas, quando necessário.
Depois do teste positivo, o pré-natal acompanha a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê por meio de exames laboratoriais, ultrassonografias e avaliações específicas. Em alguns casos, o médico também pode indicar exames voltados à investigação de alterações cromossômicas.
Celebridades ajudam a dar visibilidade à gravidez tardia, mas Karoline lembra que cada história é única. Reserva ovariana, condição clínica, histórico reprodutivo e contexto pessoal mudam de uma mulher para outra.
Resumo: A gravidez tardia pode evoluir bem, mas a idade interfere na fertilidade e aumenta alguns riscos obstétricos. A condição de saúde de cada mulher também influencia o acompanhamento. O planejamento antes da concepção permite identificar fatores que merecem atenção. Na maternidade após os 40, pré-natal individualizado e informação ajudam a conduzir a gestação com mais segurança.
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