Com a chegada do inverno em grande parte do Brasil, a ausência de chuvas e a queda brusca na umidade relativa do ar trazem prejuízos que vão muito além do sistema respiratório. A pele costuma ser uma das primeiras a sofrer, apresentando sensibilidade, microfissuras, coceira e descamação visível.
O grande vilão desse período é o aumento da perda de água para o ambiente. Quando o ar fica seco, a camada mais superficial do tecido cutâneo desidrata rapidamente, fragilizando a barreira natural de proteção.
Nesse sentido, a falta de umidade impacta até mesmo quem tem pele oleosa. Para tentar compensar a irritação e a aridez na superfície, o organismo reage produzindo ainda mais sebo — o chamado efeito rebote.
Como ajustar a rotina de cuidados no clima seco
Para interromper esse ciclo de ressecamento, é fundamental adaptar os hábitos diários e focar no fortalecimento da barreira da pele:
Limpeza sem agressão: prefira higienizadores suaves e evite banhos com água muito quente. Reduza drasticamente a esfoliação física ou química para não irritar o rosto.
Hidratação estratégica em camadas: combine ativos que atraem água (como ácido hialurônico e glicerina), reparadores de lipídios (como ceramidas e niacinamida) e agentes que criam uma camada protetora (como manteigas e óleos vegetais).
Proteção solar contínua: o sol de inverno continua emitindo radiação prejudicial. Mantenha a aplicação diária do protetor com texturas confortáveis.
Cuidado com ácidos: reduza a frequência ou a concentração de ativos renovadores. Uma boa tática para evitar vermelhidão é aplicar o hidratante antes do ácido.
“A baixa umidade reduz a quantidade de água no estrato córneo. Como o ambiente está seco, o gradiente de evaporação fica maior, o que aumenta a perda transepidérmica de água. Em termos simples: a pele perde água para o ar muito mais rápido”, destaca a Dra. Glauce Eiko, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A médica reforça que o cuidado vai além dos dermocosméticos aplicados no rosto. “No ambiente, use umidificadores de ar sempre que possível e evite a exposição prolongada ao ar-condicionado; em zonas sensíveis, não esqueça da hidratação, como no caso dos lábios”, finaliza Glauce Eiko. Em suma, associar a hidratação diária ao aumento na ingestão de água é a melhor defesa para manter a pele saudável o ano todo.
Leia também: Pele na menopausa: quais são os sintomas e como tratar






