Janeiro Branco: 6 erros comuns que sabotam sua saúde mental

O desejo de recomeçar costuma ganhar força no início do ano. No entanto, mudar tudo de uma vez em janeiro pode gerar mais frustração do que resultados duradouros, afetando a saúde mental e física.

A promessa de transformar hábitos, rotina e comportamento em poucos dias ignora limites físicos e emocionais do corpo, especialmente após um período marcado por excessos, cansaço e mudanças de ritmo.

Embora a motivação inicial seja legítima, ela nem sempre vem acompanhada de planejamento ou de uma leitura realista das próprias condições de saúde.

Evite cometer esses erros para preservar a saúde mental

1. Querer transformar todos os hábitos ao mesmo tempo

Ao tentar mudar alimentação, sono, atividade física e produtividade de uma só vez, o corpo entra em estado de sobrecarga. Esse excesso de exigência aumenta o risco de abandono precoce e de sensação constante de fracasso.

Além disso, mudanças simultâneas dificultam a adaptação gradual do organismo, que precisa de tempo para criar novas rotinas de forma sustentável.

2. Ignorar o cansaço acumulado do fim do ano

Janeiro costuma chegar após semanas de sono irregular, excesso alimentar e tensão emocional. Pensando nisso, desconsiderar esse contexto compromete a recuperação física e mental.

Quando o descanso não é priorizado, o corpo reage com queda de energia, irritabilidade e dificuldade de concentração, sinais frequentemente confundidos com falta de disciplina.

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Quando o assunto é qualidade do sono, é necessário implementar uma rotina saudável que garanta uma boa noite de descanso. Muitas vezes, a dificuldade para dormir ou acordar cedo, por exemplo, está relacionada aos hábitos cotidianos que devem ser corrigidos

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Uma noite de sono mal dormida interfere diretamente no humor e no desempenho das atividades do dia seguinte. Além disso, os níveis de irritabilidade, ansiedade e estresse podem aumentar significativamente

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Estudos mostram que o tempo ideal de horas de sono varia para cada pessoa, mas a média mundial é de seis a oito horas por noite. Durante o sono profundo, ocorre a liberação de hormônios importantes para a regulação do organismo

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Muitas pessoas têm sono ruim e nem percebem isso. Na dúvida, que tal adotar algumas técnicas conhecidas como “higiene do sono”?

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1. Crie uma rotina: procure deitar e levantar nos mesmos horários todos os dias, mesmo nos feriados e fins de semana

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2. Durma um pouco mais cedo a cada dia: aproveite o período próximo ao fim das férias para dormir cerca de 30 minutos antes do horário que estava acostumado a ir para a cama a cada dia, até chegar no horário ideal

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3. Levante-se se não conseguir dormir: saia da cama se tiver dificuldade de adormecer. Faça algo relaxante como respirar fundo, ouvir música suave ou ler um livro. Recomenda-se não ligar a televisão ou mexer no celular. Só retorne para a cama quando estiver sonolento

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4. Cama é para dormir: nunca use a cama para estudar, ler, ver TV, ficar no computador ou no celular. O corpo precisa entender que aquele é um ambiente de relaxamento

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5. Mantenha o quarto escuro: ter um quarto completamente escuro, sem luminosidade externa ou luzes de aparelhos eletrônicos facilita o sono

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6. Evite cochilos: limite cochilos diurnos a menos de uma hora de duração e até as 15h, para não prejudicar o sono da noite

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7. Evite alimentos e bebidas estimulantes entre quatro e seis horas antes de deitar. Na lista entram energético, chocolate, café, refrigerantes, chás do tipo preto, verde, mate e chimarrão

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8. Evite fazer exercícios físicos de alta intensidade nas três horas antes do horário programado para deitar. Eles podem deixar a pessoa muito alerta e atrapalhar o sono

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9. Diminua o ritmo: separe de 15 a 30 minutos antes de deitar para relaxar e diminuir o ritmo. Desligar-se de estímulos externos ajuda a sinalizar o cérebro de que é hora de dormir

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10. Evite bebidas alcoólicas e cigarro: eles também prejudicam o padrão do sono

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3. Apostar em restrições extremas

Dietas rígidas, treinos intensos e agendas inflexíveis tendem a gerar efeito contrário. A privação exagerada aumenta o estresse e favorece episódios de compulsão ou desistência.

Do ponto de vista da saúde, esse padrão também pode impactar o metabolismo, o humor e a relação com o próprio corpo.

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