“Mexa a cadeira” para proteger seu cérebro: como a dança ajuda a reduzir os riscos de demência

A prática da dança vai muito além da diversão: estudos mostram que ela pode reduzir em até 76% o risco de demência. Movimentar o corpo ao ritmo da música estimula funções cognitivas, melhora a memória e fortalece conexões neurais.

Além dos benefícios físicos, dançar promove interação social e bem-estar emocional, fatores essenciais para manter o cérebro ativo e saudável ao longo da vida.

Por que dançar fortalece a saúde cerebral?

Quando falamos em prevenção da demência, a dança se destaca por envolver múltiplas áreas do cérebro ao mesmo tempo. Ela exige coordenação motora, atenção, memória e criatividade, criando um verdadeiro treino mental. Essa combinação de estímulos ajuda a retardar o envelhecimento cognitivo e aumenta a neuroplasticidade.

A dança exige coordenação motora, atenção, memória e criatividade, criando um verdadeiro treino mental – Créditos: depositphotos.com / EdZbarzhyvetsky

Quais são os principais benefícios da dança para o cérebro?

Os efeitos da atividade física aliada à música são poderosos. Pesquisas indicam que dançar regularmente pode trazer vantagens que vão muito além da memória.

Estimula a produção de endorfina, reduzindo o estresse e a ansiedade.

Melhora a circulação sanguínea, favorecendo o oxigênio no cérebro.

Fortalece a coordenação motora e o equilíbrio.

Promove interação social, fator protetor contra isolamento e depressão.

Como incluir a dança na rotina diária?

Não é necessário ser profissional para aproveitar os benefícios da dança. O importante é manter a prática constante e prazerosa. Escolher estilos variados, como salsa, tango ou até mesmo danças populares, ajuda a manter o cérebro sempre desafiado e ativo.

Reserve alguns minutos por dia para dançar em casa.

Participe de aulas coletivas para unir exercício e socialização.

Use músicas diferentes para estimular novas memórias e movimentos.

No vídeo a seguir, o neurologista Pedro Schestatsky, que tem 832 mil seguidores no Instagram, fala sobrfe os benefícios da dança para o cérebro

A dança pode ser considerada uma terapia preventiva?

Sim, cada vez mais especialistas reconhecem a dança como uma forma de terapia preventiva contra doenças neurodegenerativas. Ela combina exercício físico, estímulo cognitivo e bem-estar emocional em uma única atividade. Por isso, é vista como uma estratégia acessível e eficaz para manter o cérebro ativo.

Mexer a “cadeira” não é apenas diversão: é um investimento na longevidade mental. Incorporar a dança na rotina pode ser uma das formas mais prazerosas de proteger o cérebro e garantir qualidade de vida no futuro.