A atriz Titina Medeiros morreu aos 48 anos, no último domingo (11), após enfrentar por cerca de um ano um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada pela família da artista. Ela ficou conhecida por interpretar Socorro, empregada de Chayenne (Claudia Abreu), na novela ‘Cheias de Charme’.
No Instagram, Rejane Medeiros, irmã de Titina Medeiros, publicou uma mensagem na qual ressaltou o bom humor e a alegria de Titina. “Siga em paz. Por aqui, ficaremos lembrando dos momentos bons e rindo das presepadas que você fazia nos palcos e nas novelas”, escreveu.
César Ferrario, marido da atriz desde 2006, compartilhou um último adeus à esposa através das redes sociais da artista. De acordo com ele, Titina foi luz, presença inteira e alegria constante. “Titina deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias e contrsuiu uma trajetória feita de entrega, verdade e amor pelo que fazia”, disse o ator.
“Seguiremos honrando sua história, sua força e sua alegria de viver. Ela permanece viva em sua obra, nas memórias que construiu e no amor que espalhou por onde passou”, completou Ferrario. “Obrigado por tanto, Titina. Até sempre, com muito amor”, concluiu.
Como a doença se desenvolve?
O pâncreas é uma glândula localizada atrás do estômago e tem funções fundamentais na digestão e na produção de hormônios como a insulina. O câncer aparece quando as células deste órgão passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor que pode invadir tecidos próximos ou se espalhar para outras partes do corpo.
Entre os tipos de câncer pancreático, o mais comum e também o mais agressivo é o adenocarcinoma pancreático. “Ele se desenvolve nas células pancreáticas e costuma ter um comportamento bastante invasivo, podendo ser do tecido pancreático ou dos ductos pancreáticos”, afirma o cirurgião gastrointestinal, Lucas Nacif.
Diagnóstico do câncer de pâncreas
O câncer de pâncreas costuma ser diagnosticado tardiamente. Isso acontece, segundo Nacif, por sua característica de agressividade e porque, em muitos casos, ele costuma ser silencioso nos estágios iniciais, o que dificulta a descoberta precoce.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registrou cerca de 10.980 casos novos da neoplasia em cada ano do triênio 2023-2025. A literatura médica ainda aponta que, até 2030, a doença poderá ser a segunda causa de morte por câncer no mundo.
Na maior parte das vezes, o diagnóstico começa a partir da investigação de sintomas inespecíficos ou de achados através da busca por outros motivos. É o caso do apresentador Edu Guedes, que descobriu que tinha câncer ao investigar uma crise renal.
A avaliação clínica é o primeiro passo, seguida por exames laboratoriais e de imagem, como tomografia, ressonância magnética e ultrassom endoscópico. Em alguns casos, a confirmação depende de uma biópsia.
Atriz de ‘Cheias de Charme’, Titina Medeiros morre aos 48 anos – Reprodução/Instagram
Sinais de alerta e fatores de risco
Os sinais mais comuns incluem dor abdominal, emagrecimento rápido, cansaço, perda de apetite, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes mais claras que o normal e, às vezes, uma massa palpável no abdômen. No entanto, eles variam de acordo com a localização do tumor dentro do órgão.
Embora o câncer de pâncreas possa afetar qualquer pessoa, de acordo com o cirurgião gastrointestinal, existem fatores que aumentam significativamente o risco, “como tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o diabetes tipo 2, o colesterol desregulado e o sedentarismo”, relata. Além disso, a alimentação também exerce influência: dietas ricas em alimentos ultraprocessados estão associadas a maior risco.
Como é feito o tratamento
Em relação ao tratamento do câncer de pâncreas, o Dr. Nacif alerta que ele depende diretamente do estágio em que a doença é descoberta. Quando o tumor está restrito ao órgão e não há metástases, a cirurgia é a principal abordagem e pode ser curativa. Casos mais avançados exigem estratégias combinadas, como quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, imunoterapia.
Segundo o especialista, assim como em grande parte dos tumores oncológicos, o ideal não é esperar por sintomas e adotar uma postura preventiva. “É fundamental manter um acompanhamento regular com exames de rotina, tanto exames de sangue quanto de imagem, para rastrear precocemente qualquer alteração”, finaliza o médico.
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