A Comissão de Jogos de Azar do Reino Unido acusou a Meta de falhar no combate à publicidade de cassinos online ilegais em suas plataformas e aceitar receber “dinheiro de criminosos”.
A crítica foi feita na segunda-feira (19) pelo diretor-executivo do órgão regulador, Tim Miller, durante um discurso na feira internacional ICE Barcelona.
Anúncios de sites ilegais são recorrentes nas redes de Meta
É o que diz Miller. Segundo ele, anúncios de sites de apostas irregulares são facilmente visíveis para qualquer usuário das redes sociais da Meta. Muitos deles, destacou, promovem plataformas que não integram o GamStop, programa britânico de autoexclusão criado para permitir que pessoas com problemas com jogos de azar bloqueiem o acesso a serviços de apostas online.
A Meta respondeu o caso dizendo que não tinha conhecimento desses anúncios até ser notificada oficialmente.
Para Miller, essa justificativa não se sustenta e é “simplesmente falsa”. Ele acrescentou que a postura da empresa pode passar a impressão de que há tolerância com esse tipo de publicidade enquanto houver retorno financeiro. “Isso sugere que fechar os olhos e continuar recebendo dinheiro de criminosos e golpistas é aceitável até que alguém faça uma denúncia”, afirmou.
O que diz a Meta?
Em resposta, a Meta disse que mantém políticas rígidas para anúncios relacionados a jogos de azar e que conteúdos que violam essas regras são removidos assim que identificados. A empresa afirmou ainda que vem colaborando com a Comissão de Jogos de Azar para retirar anúncios sinalizados e aprimorar seus sistemas de detecção automática.
“Estamos trabalhando em estreita cooperação com o regulador para proteger usuários e anunciantes legítimos contra agentes mal-intencionados”, disse um porta-voz da companhia à agência Reuters, que também incentivou a continuidade do diálogo com a autoridade britânica.
Miller, no entanto, reforçou que a própria biblioteca pública de anúncios da Meta permite identificar anunciantes que declaram explicitamente não participar do GamStop. “Se nós conseguimos encontrá-los, a Meta também consegue”, afirmou. “O problema é que a empresa simplesmente escolhe não procurar”.
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