A Samsung Electronics registrou um salto expressivo no lucro operacional do quarto trimestre de 2025, impulsionada pela forte demanda por chips de memória voltados à inteligência artificial (IA) e pela alta nos preços do setor. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) — já na quinta (29) na Coreia — e superaram tanto as estimativas de analistas quanto a própria projeção da empresa, em um cenário de oferta apertada para componentes usados em servidores de IA.
No período de outubro a dezembro, a companhia sul-coreana informou que a pressão por memórias de alta largura de banda (HBM) ajudou a levar o lucro a um novo recorde, ao mesmo tempo em que a escassez de chips afetou segmentos como smartphones e telas. A empresa também indicou que espera condições favoráveis para o mercado de semicondutores no início de 2026, sustentadas pelo avanço contínuo da infraestrutura de IA.
Lucro e receita batem recordes no trimestre
A Samsung reportou 20,1 trilhões de won (cerca de R$ 72,6 bilhões) em lucro operacional no quarto trimestre, acima da estimativa de 20,018 trilhões de won e mais de três vezes superior ao resultado de um ano antes. A marca supera o antigo recorde de 17,6 trilhões de won, registrado no terceiro trimestre de 2018.
A receita trimestral chegou a 93,8 trilhões de won (R$ 339 bilhões), alta de cerca de 24% na comparação anual e também em linha com as expectativas do mercado. Segundo a empresa, o desempenho foi puxado principalmente pelo negócio de memória, que se beneficiou da elevação geral dos preços e do crescimento nas vendas de produtos de maior valor agregado, como as memórias HBM usadas em centros de dados para IA.
O braço de chips da companhia, principal fonte de caixa do grupo, registrou 16,4 trilhões de won (R$ 59,3 bilhões) em lucro operacional, um avanço de 470% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa afirmou que a priorização de capacidade para atender fabricantes de aceleradores de IA, como a Nvidia, contribuiu para restringir a oferta de chips convencionais, elevando os preços em todo o mercado.
Smartphones e telas sentem pressão dos custos
Enquanto o setor de semicondutores apresentou crescimento acelerado, a divisão de mobile experience e redes teve desempenho mais fraco. O lucro operacional caiu para 1,9 trilhão de won (R$ 6,8 bilhão), uma redução de cerca de 9,5% na comparação anual e de mais de 45% frente ao trimestre anterior.
A Samsung atribuiu o recuo à diminuição do impacto de lançamentos recentes e à concorrência intensa no mercado global de smartphones, além do aumento nos custos dos chips. Para o primeiro trimestre de 2026, a empresa afirmou que pretende reforçar sua estratégia de smartphones com recursos de IA, com a chegada da linha Galaxy S26 e o que chama de “experiências de IA agentic”.
No segmento de telas, o lucro mais que dobrou, alcançando 2 trilhões de won, impulsionado pelas vendas para a linha iPhone 17 da Apple. Ainda assim, a companhia alertou para possíveis pressões de preços e demanda mais fraca no curto prazo, em meio ao encarecimento dos componentes.
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