No radar da NASA: veja quando passam 6 asteroides “potencialmente perigosos” em 2026

Ao longo de 2026, a NASA monitorará milhares de objetos próximos à Terra, mas um grupo específico concentra a atenção dos astrônomos: os asteroides classificados como “Potencialmente Perigosos” (PHAs).

Com diâmetros que variam de centenas de metros a mais de um quilômetro, essas rochas espaciais cruzarão a vizinhança orbital do planeta em distâncias consideradas seguras, porém astronomicamente significativas.

Com base nos dados do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS), o Olhar Digital selecionou os seis “visitantes” mais interessantes e com um tamanho considerável que se aproximarão da Terra neste ano.

Guia visual exclusivo: confira a escala comparativa e o calendário de aproximação dos principais asteroides monitorados pela NASA para este ano. Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

1. O gigante colossal

Asteroide: 152637 (1997 NC1)

Data: 27 de junho de 2026.

Tamanho: chegando a 1,6 km de diâmetro (tamanho de uma montanha).

Distância: 6,7 LD (distâncias lunares).

O primeiro destaque da lista não poderia ser outro, senão o Asteroide 152637 (1997 NC1). Esse gigante é praticamente uma “montanha” voadora com quase quatro vezes a altura do Pão de Açúcar.

Escala monumental: com 396 metros de altura, o Pão de Açúcar (RJ) seria “pequeno” perto do asteroide 1997 NC1. O gigante espacial tem 1,6 km de diâmetro, o equivalente a empilhar quatro vezes o cartão-postal carioca. Imagem: Vinicius Naves / Shutterstock

Sua visita é um evento astronômico exclusivo: a NASA classifica esta aproximação com raridade 3, o que indica que o voo rasante de um objeto deste porte acontece, em média, apenas uma vez por década.

Embora classificado como “potencialmente perigoso” devido ao seu tamanho, sua passagem será segura: ele cruzará o espaço a cerca de 6,7 distâncias lunares (aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros) da Terra.

2. O asteroide do Carnaval

Asteroide: 2026 BX4

Data: 16 de fevereiro de 2026.

Tamanho: até 390 metros (tamanho de um navio de cruzeiro).

Distância: 7,7 LD.

Para quem busca eventos astronômicos a curto prazo, este é o destaque do mês. Coincidindo com a segunda-feira de Carnaval, o asteroide 2026 BX4 fará sua aproximação máxima da Terra no dia 16 de fevereiro.

Trata-se de uma rocha espacial de respeito: com diâmetro estimado em até 390 metros, ele possui dimensões comparáveis às dos maiores navios de cruzeiro do mundo.

Ele ainda pertence a uma classe raríssima chamada Atira: sua órbita fica totalmente contida no interior da órbita da Terra, o que o torna um objeto extremamente difícil de detectar, pois vive ofuscado pelo brilho do Sol.

Embora invisível a olho nu, sua passagem é um marco importante nos registros astronômicos, pois se trata de uma despedida longa: após este “rasante”, ele só voltará a ficar tão próximo da Terra daqui a 40 anos, em fevereiro de 2066.

3. O voo “rasante”

Asteroide: 2019 NY2

Data: 10 de agosto de 2026.

Tamanho: até 340 metros (estádio de futebol).

Distância: 6,5 LD.

Entre os asteroides de grandes dimensões previstos para este ano, o 2019 NY2 é o que chegará, comparativamente, mais perto do nosso planeta. Sua aproximação máxima ocorrerá em 10 de agosto, quando ele ficará a cerca de 6,5 distâncias lunares da Terra.

Embora não seja o maior da lista – com um diâmetro máximo estimado em 340 metros, similar a um grande estádio de futebol –, sua combinação de tamanho e proximidade relativa o coloca no topo das tabelas de monitoramento de objetos próximos para o segundo semestre.

4. O monstro de agosto

Asteroide: 173561 (2000 YV137).

Data: 9 de agosto de 2026.

Tamanho: chegando a 1,3 km (escala quilométrica).

Distância: 13 LD.

Agosto será um mês intenso para os observatórios astronômicos. Apenas 24 horas antes da passagem do 2019 NY2 (o anterior da lista), este gigante de escala quilométrica fará sua própria visita à vizinhança terrestre no dia 9 de agosto.

O asteroide 173561 (2000 YV137) é um dos maiores do ano, com um diâmetro que pode chegar a 1,3 km. Embora passe mais distante que seu sucessor (a cerca de 13 distâncias lunares), seu tamanho colossal o mantém como um alvo prioritário de monitoramento.

Trata-se de um retorno histórico: a última vez que este gigante visitou nossa vizinhança foi em agosto de 1972, há mais de meio século. Naquela época, o programa Apollo ainda estava ativo e o ser humano ainda caminhava na Lua.

5. O viajante a 60 mil km/h

Asteroide: 523808 (2007 ML24).

Data: 4 de julho de 2026.

Tamanho: até 800 metros (quase o tamanho do arranha-céu Burj Khalifa).

Distância: 9,0 LD.

Apenas uma semana após a visita do maior asteroide da lista (o 1997 NC1, em 27 de junho), o espaço nos reserva outra passagem de grandes proporções no dia 4 de julho.

Referência de escala: com 828 metros de altura, o Burj Khalifa (em Dubai) tem dimensões similares às do asteroide 523808, que fará sua aproximação da Terra em julho. Imagem: Kirk Fisher/Shutterstock

Se o anterior se destacava pelo tamanho, o asteroide 523808 (2007 ML24) impressiona pela “pressa” e pela discrição. Diferente da maioria das rochas espaciais que vêm do Cinturão Principal, ele é da classe Aten, o que significa que passa a maior parte do ano “escondido” entre a Terra e o Sol.

Deslocando-se a uma velocidade relativa de 16,76 km/s (mais de 60 mil km/h), esta rocha de até 800 metros passará a cerca de 9 distâncias lunares da Terra, encerrando uma semana particularmente movimentada na órbita terrestre.

6. O astro movido a luz

Asteroide: 162882 (2001 FD58)

Data: 14 de fevereiro de 2026.

Tamanho: chegando a 1,0 km.

Distância: 16,9 LD.

Fechando a lista – e voltando cronologicamente para o início do ano –, temos um gigante que marca o “Valentine’s Day” (o “Dia dos Namorados” internacional). Em 14 de fevereiro, o asteroide 162882 (2001 FD58) atingirá seu ponto mais próximo da Terra.

Apesar de passar distante (a quase 17 vezes a distância da Lua, a maior margem desta lista, diga-se), ele merece destaque pelo porte: é um dos poucos objetos do ano a atingir a marca de 1 km de diâmetro, classificando-o como um asteroide de grande escala monitorado pela defesa planetária.

Este visitante ainda tem um “quê” especial: é um dos poucos asteroides em que os cientistas conseguiram medir o chamado Efeito Yarkovsky. Isso significa que, para além da força da gravidade, a luz do Sol funciona como um minúsculo propulsor, exercendo uma força suave sobre o astro e alterando sutilmente sua rota ao longo dos séculos.

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