Recentemente, foi divulgado nove casos de morcegos infectados pelo vírus da Raiva em diferentes cidades do estado de São Paulo. A preocupação acende um alerta nos moradores, propagando o medo de uma possível infecção ao entrarem em contato com o mamífero. A seguir, confira quais os principais sintomas da Raiva e por que o vírus é quase sempre letal.
Sobre o vírus da Raiva
Casos recentes de Raiva em morcegos de SPO que você precisa saber sobre o vírus da RaivaSintomasContágioPor que o vírus da Raiva é tão grave?O que fazer em caso de infecção?
Casos recentes de Raiva em morcegos de SP
Até ontem (05), o estado de São Paulo confirmara nove casos de morcegos infectados pelo vírus da Raiva.
Os mamíferos doentes foram identificados nas seguintes cidades:
Capital de SP: 2 casos
São José do Rio Preto: 2 casos
Jundiaí: 2 casos
Piracicaba: 1 caso
Sorocaba: 1 caso
Cotia: 1 caso
Segundo o Instituto Pasteur, um laboratório de pesquisa nacional e referência em estudo no vírus da Raiva, qualquer morcego com comportamentos não habituais deve ser enviado ao instituto para diagnóstico.
Dentre os principais comportamentos, destacam-se pousos em lugares e horários incomuns, voos durante o dia, e aqueles com hábito de entrar em habitações.
Caso encontre algum animal assim, o correto é entrar em contato com os serviços de saúde da sua cidade, pois o manuseio incorreto, feito por não-profissionais, pode acarretar maiores riscos de infecção.
O que você precisa saber sobre o vírus da Raiva
Sintomas
Geralmente, os sinais da infecção aparecem muito tempo depois do contágio, a partir de 30 dias ou mais. Isso ocorre porque o vírus entra em um longo estágio de incubação. Quando finalmente aparecem os primeiros sintomas, estes são semelhantes a uma gripe:
Febre;
Dor de cabeça;
Cansaço;
Mal-estar;
Dor, coceira, e formigamento no local da mordida.
Segunda Fase:
Ansiedade intensa e agitação;
Confusão mental;
Espasmos musculares;
Dificuldade para engolir;
Hidrofobia (medo ou espasmos ao tentar beber água);
Salivação excessiva;
Convulsões;
Alucinações;
Paralisia.
Terceira Fase:
Coma;
Falência respiratória;
Morte.
Contágio
Mordida de um animal infectado (como morcegos, gatos e cães);
Arranhão de um animal infectado;
Quando saliva contaminada (de uma pessoa ou animal) entra em contato direto com feriadas abertas ou regiões de mucosa (olhos, boca, nariz).
Outros animais também podem transmitir o vírus, como chimpanzés, raposas, guaxinins, gambás, dentre outros mamíferos.
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Por que o vírus da Raiva é tão grave?
A Raiva é ocasionada pelo vírus Lyssavirus e, assim que adentra o organismo humano, ela acerta o sistema nervoso central, que é a área do cérebro responsável por receber, processar e responder a estímulos.
Uma vez dentro do corpo, o vírus busca se replicar pelo tecido muscular e, em seguida, invadir os nervos periféricos até finalmente chegar ao cérebro. Então, ocasiona um quadro grave de encefalite (inflamação cerebral).
A infecção é muito perigosa porque mira diretamente o nosso cérebro, que é a central de comando do nosso corpo: se ele fica abalado, o corpo inteiro sofre com isso.
Ademais, é necessário ficar atento para o contato com o vírus, visto que a vacinação só dá resultado após a exposição imediata à saliva, mordida ou arranhão do infectado. Em outras palavras, depois que os sintomas iniciam, a taxa de mortalidade é de quase 100%.
O que fazer em caso de infecção?
Se você teve contato direto com um animal possivelmente infectado, o indicado é encaminhar-se ao hospital de infectologia referência na sua cidade. Quanto antes a vacina contra à Raiva for administrada, maiores são as chances de sobreviver.
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