Nesta quarta-feira (18), um fenômeno astronômico deve chamar a atenção de quem gosta de observar o céu – embora só possa ser visto em poucas regiões da Terra. Na ocasião, a Lua vai passar bem na frente de Mercúrio, escondendo o planeta por alguns instantes. Esse tipo de evento, chamado de ocultação lunar, é como se fosse um “eclipse”.
De acordo com o guia de observação InTheSky.org, o fenômeno começa às 17h50 (horário de Brasília), seguindo até as primeiras horas de quinta-feira (19), enquanto a Lua crescente com apenas cerca de 4% de iluminação desliza na frente do pequeno planeta interior do Sistema Solar. Durante o pico da ocultação, Mercúrio ficará oculto atrás do disco lunar por cerca de meia hora.
Representação artística da conjunção entre a Lua e Mercúrio. Crédito: Claudio Caridi – Spaceweather (fundo). Montagem: Olhar Digital
Onde a ocultação lunar de Mercúrio pode ser observada
A ocultação lunar de Mercúrio só poderá ser observada em partes dos Estados Unidos, México, leste da Austrália e Nova Zelândia, entre outros países e ilhas espalhados pelos hemisférios Norte e Sul.
Mapa mostra as regiões do planeta de onde será possível observar a ocultação lunar de Mercúrio nesta quarta-feira (18). Crédito: In-The-Sky.org
No mapa acima, contornos distintos mostram onde o desaparecimento de Mercúrio poderá ser visível (em vermelho) e onde será possível testemunhar seu reaparecimento (em azul). Os riscos sólidos exibem onde a ocultação provavelmente será visível através de binóculos a uma altitude razoável no céu. Os contornos pontilhados, por sua vez, indicam onde o evento ocorre acima do horizonte, mas pode não ser visível devido ao céu estar muito claro ou a Lua muito perto do horizonte.
Fora dos contornos, a Lua não passa na frente de Mercúrio em nenhum momento, ou está abaixo do horizonte no momento da ocultação.
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Nas demais localidades do globo, a Lua e Mercúrio estarão em conjunção no céu, por volta das 20h. No entanto, o par já estará abaixo do horizonte nesse momento.
Pouco antes, eles serão ofuscados pelo pôr do Sol, já que estarão localizados no mesmo sentido. Os astros estarão a 8’02” (8 minutos e 2 segundos de arco) de distância um do outro – o que seria perto o bastante para eles caberem dentro do campo de visão de um telescópio ou par de binóculos. Eles também poderiam ser vistos a olho nu.
Ainda segundo o In-The-Sky.org, a Lua estará em magnitude de -8.7, enquanto a de Mercúrio será de -0.6, ambos na constelação de Aquário. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o corpo mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
Configuração do céu no momento da conjunção entre a Lua e Mercúrio nesta quarta-feira (18). Crédito: SolarSystemScope
Lua tem mais dois encontros em fevereiro
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol e tem uma característica que muitas pessoas desconhecem: uma cauda. Segundo a NASA, a fina atmosfera do planeta é composta principalmente de oxigênio (O2), hidrogênio (H2), hélio (He), potássio (K) e pequenas partículas de sódio (Na), que brilham quando excitadas pela luz solar. A luz do Sol também libera e separa esses átomos provenientes da superfície.
Depois de Mercúrio, os próximos planetas a fazer conjunção com a Lua em fevereiro serão Saturno (19) e Júpiter (27). Essa série de conjunções ocorre porque o nosso satélite natural orbita a Terra aproximadamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, chamado plano da eclíptica.
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