OMS confirma nova cepa híbrida da Mpox e avalia risco global

A nova variante da Mpox entrou no radar da comunidade científica após confirmação da Organização Mundial da Saúde. Segundo a entidade, o vírus surgiu a partir da recombinação entre dois clados já conhecidos — Ib e IIb — formando uma cepa híbrida.

As autoridades identificaram uma similaridade genética de 99,9% entre os vírus que infectaram pacientes no Reino Unido e na Índia. Ambos haviam viajado pela Ásia e apresentaram sintomas leves, semelhantes aos já observados em outras variantes. Ainda assim, a OMS alerta que podem existir mais casos não detectados.

De acordo com a organização, a recombinação é um processo natural entre vírus e ocorre quando duas versões diferentes infectam a mesma pessoa ao mesmo tempo e trocam material genético. Portanto, apesar de chamar atenção, o fenômeno não é inesperado.

Nova variante da Mpox mantém risco baixo, diz OMS

Até o momento, a avaliação global permanece inalterada. A OMS classifica o risco como baixo para a população em geral. No entanto, considera risco moderado entre pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

Os dois pacientes diagnosticados não desenvolveram quadros graves. Autoridades rastrearam contatos próximos, mas não encontraram novos casos relacionados.

Especialistas reforçam que o cenário exige vigilância, mas não pânico. O infectologista Álvaro Furtado Costa, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirmou em entrevista à VEJA SAÚDE que as próximas semanas ajudarão a entender se haverá aumento de registros após o carnaval. Ainda assim, ele considera improvável uma nova onda da doença neste momento.

Mpox no Brasil: casos seguem monitorados

No Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou um caso de Mpox em 2026. O paciente contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul, e a amostra está em análise pela Fundação Oswaldo Cruz.

Em São Paulo, autoridades já haviam confirmado 18 casos até o fim de janeiro. Desde 2022, o país monitora episódios da doença, que naquele ano levou a OMS a decretar emergência internacional — encerrada em maio de 2023.

OMS confirma nova cepa híbrida da Mpox e avalia risco global – Crédito: FreePik

A nova variante da Mpox, no entanto, não altera as recomendações atuais. O vírus pertence à família Orthopoxvirus, a mesma da antiga varíola humana, e se transmite principalmente por contato físico próximo, inclusive durante relações sexuais.

Os sintomas mais comuns incluem febre, ínguas doloridas e lesões na pele ou mucosas. Contudo, algumas pessoas podem apresentar sinais leves ou até não perceber a infecção. Por isso, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do isolamento por duas a três semanas após confirmação.

Em síntese, a vigilância continua ativa. Embora a descoberta da nova variante da Mpox mereça atenção, autoridades garantem que o cenário permanece controlado.

Resumo: A OMS confirmou a identificação de uma nova variante da Mpox, resultante da recombinação entre dois clados. Até agora, dois casos leves foram registrados fora do Brasil. O risco global segue baixo, e autoridades mantêm monitoramento ativo. Especialistas descartam, neste momento, uma nova pandemia.

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