A Block, empresa de pagamentos de Jack Dorsey (ex-CEO do Twitter), anunciou a demissão de 40% de seus trabalhadores, o que atinge mais de quatro mil pessoas. Essa reestruturação pesada está acontecendo porque a companhia decidiu trocar parte de seus processos internos por ferramentas de inteligência artificial (IA).
A notícia foi dada ao mesmo tempo em que a empresa divulgou que faturou US$ 6,25 bilhões (aproximadamente R$ 32 bilhões) no último trimestre. Logo após o anúncio dos cortes e do foco em tecnologia, o mercado reagiu com entusiasmo e as ações da empresa subiram mais de 20%.
A mudança para uma operação automatizada na empresa de Dorsey
Dorsey explicou que os cortes se devem à evolução da IA, que transformou a maneira de administrar empresas. O executivo contou que, em dezembro de 2025, ficou claro que havia uma falha no uso de tecnologia dentro da própria Block e que era necessário mudar. Agora, o objetivo é usar modelos automatizados para agilizar o trabalho.
O ex-CEO do Twitter escolheu fazer todos os cortes de uma vez só, em vez de demitir as pessoas aos poucos durante os próximos meses. Em um comunicado aos funcionários, ele garantiu que a empresa não está passando por dificuldades financeiras, mas que a escolha serve para deixar claro o novo momento tecnológico.
we’re making @blocks smaller today. here’s my note to the company.
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today we’re making one of the hardest decisions in the history of our company: we’re reducing our organization by nearly half, from over 10,000 people to just under 6,000. that means over 4,000 of you are…
— jack (@jack) February 26, 2026
Essa demissão em massa terá um custo imediato: a empresa espera gastar entre US$ 450 milhões (R$ 2,3 bilhões) e US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) com pagamentos de rescisões. Apesar disso, a Block já projeta um lucro maior para 2026, pois acredita que a nova estrutura será muito mais eficiente. Quase todas as saídas devem acontecer entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano.
O que a Block está fazendo segue um caminho já trilhado por outras empresas de tecnologia, como a Salesforce e o Pinterest, que também reduziram suas equipes por causa da IA. A Salesforce, por exemplo, cortou postos no suporte ao cliente, enquanto o Pinterest decidiu investir o dinheiro que sobrou em áreas ligadas à IA. Esse movimento reforça a discussão sobre como a automação está ocupando o lugar de funções em grandes escritórios.
(Essa matéria usou informações de Wall Street Journal.)
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