O que é Hashimoto, doença mais comum do que se imagina

A tireoide, pequena glândula localizada na parte anterior do pescoço, exerce papel essencial no funcionamento do organismo. Ela regula o metabolismo, influencia os batimentos cardíacos, a temperatura corporal, o trânsito intestinal e até o humor. Quando essa engrenagem falha, o corpo inteiro sente.

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico passa a atacar a glândula tireoide. Com o tempo, essa agressão provoca inflamação crônica e reduz a produção dos hormônios T3 e T4, levando ao hipotireoidismo. É considerada a causa mais frequente de hipotireoidismo no mundo.

Por que os sintomas confundem?

A evolução costuma ser lenta. Muitas pessoas convivem com sinais discretos por anos, atribuindo as mudanças ao estresse, à rotina intensa ou ao envelhecimento. O cansaço é o sintoma mais relatado, mas não é o único — nem sempre o mais evidente.

8 sinais que merecem atenção

Além da exaustão persistente, outros sintomas podem indicar alteração na tireoide:

Ganho de peso sem mudança na alimentação
Com o metabolismo desacelerado, o gasto calórico basal diminui.


Sensação constante de frio
A regulação da temperatura corporal fica comprometida, deixando mãos e pés gelados com frequência.


Queda de cabelo e unhas frágeis
O ciclo de renovação celular se altera, tornando fios mais finos e quebradiços.


Dificuldade de concentração
Lentidão no raciocínio, lapsos de memória e sensação de “mente nublada” são comuns.


Alterações de humor
A queda hormonal pode influenciar neurotransmissores, favorecendo sintomas depressivos ou ansiedade.


Pele seca e pálida
A textura pode ficar áspera, especialmente em cotovelos e joelhos. Inchaço leve no rosto também pode ocorrer.


Dores musculares e articulares
Rigidez e desconforto corporal são frequentes quando o metabolismo está reduzido.


Intestino preso
A diminuição da atividade metabólica impacta o trânsito intestinal, favorecendo constipação.

O que é síndrome de Hashimoto? Foto: FreePik

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames laboratoriais.

Os principais marcadores são:

– TSH elevado, indicando que o organismo está estimulando excessivamente a tireoide
– T4 livre reduzido, sinal de produção hormonal insuficiente
– Presença de anticorpos anti-TPO e anti-TG, que confirmam o caráter autoimune da doença

A ultrassonografia da tireoide pode complementar a investigação, identificando alterações estruturais e sinais de inflamação crônica.

Tem cura?

A autoimunidade não tem cura definitiva, mas o controle é possível e eficaz. O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina, ajustada de acordo com exames periódicos. Quando bem conduzido, o paciente pode levar vida normal.

Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, manejo do estresse e acompanhamento regular com endocrinologista, também ajudam a reduzir complicações.

Identificar precocemente faz diferença. Sintomas persistentes que não encontram explicação clara merecem investigação, especialmente quando surgem em conjunto.

Resumo:
A tireoidite de Hashimoto é doença autoimune que ataca a tireoide e causa hipotireoidismo. Além de cansaço, pode provocar ganho de peso, queda de cabelo, alterações de humor e intestino preso. O tratamento é feito com reposição hormonal e acompanhamento médico contínuo.

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