O Claude, chatbot da Anthropic, ficou mais popular nos últimos dias. Para você ter ideia, o aplicativo atingiu o primeiro lugar na App Store da Apple no último final de semana, desbancando seu rival ChatGPT. A ascensão meteórica ocorreu após o Pentágono classificar a Anthropic como “risco à cadeia de suprimentos“. E depois do presidente dos EUA, Donald Trump, ordenar que o governo federal parasse de usar produtos da empresa.
Esse aumento súbito de visibilidade acontece em meio a uma disputa pública sobre ética e regras de segurança no desenvolvimento de inteligência artificial (IA). Enquanto a Anthropic enfrenta sanções governamentais, a OpenAI seguiu o caminho oposto ao anunciar um acordo com o Pentágono. Isso gerou protestos e debates sobre liberdades civis no setor tech.
Anthropic registra recorde de usuários em meio a disputa por mercado e segurança
A crise com o governo dos Estados Unidos impulsionou a popularidade da Anthropic, que atingiu o recorde histórico de novos cadastros para o Claude na segunda-feira (02). O aplicativo, que ocupava a 42ª posição no ranking da Apple no início de fevereiro, viu seus downloads diários dobrarem em apenas uma semana após as declarações do Pentágono.
Para capitalizar o interesse do público, a empresa lançou funcionalidades que facilitam a migração de usuários vindos de outras plataformas de IA, como o ChatGPT. Agora, o Claude permite importar o histórico de conversas de concorrentes. E a empresa liberou a memória de contexto para usuários da versão gratuita, recurso que antes era restrito ao plano pago.
Apesar do crescimento recente, o Claude ainda busca atingir o alcance de massa do ChatGPT, que possui cerca de 900 milhões de usuários semanais. Em termos de tráfego web, o chatbot da OpenAI recebe aproximadamente 30 milhões de visitantes por semana, volume dez vezes maior do que o registrado pela Anthropic no mesmo período.
A reação popular ao conflito apareceu também em mensagens de apoio escritas nas calçadas próximas à sede da Anthropic, em São Francisco, nos EUA. Já a sede da OpenAI foi alvo de manifestações pedindo que a empresa fizesse “a coisa certa” e defendesse as liberdades civis após a formalização do contrato militar.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu publicamente que o anúncio do acordo com o Pentágono foi apressado e pareceu oportunista. Altman afirmou que a companhia está realizando ajustes no contrato para assegurar que seus sistemas de IA não sejam utilizados em programas de vigilância em massa.
(Essa matéria usou informações da CNN.)
O post De ‘risco’ a favorito: como o Claude desbancou o ChatGPT após crise com Pentágono apareceu primeiro em Olhar Digital.






