Belo Horizonte entrega atrações culturais que ocupam dias – e quilômetros – com facilidade. Entre igrejas modernistas à beira da lagoa, palácios do século 19 transformados em museus e murais gigantes que colorem edifícios no centro, a capital mineira faz com que a arte e a história se tornem parte do cotidiano.
Se a Pampulha e a Praça da Liberdade são dois dos principais polos culturais da cidade, vale também olhar para a arte urbana do hipercentro e para bairros como a Lagoinha, que vivem um processo de ressignificação. Confira 10 atrações culturais interessantes em Belo Horizonte.
CIRCUITO LIBERDADE
Com jardins inspirados no francês Palácio de Versalhes e prédios históricos como o icônico Edifício Niemeyer, de fachada curvilínea, a Praça da Liberdade foi por muito tempo o centro do poder político mineiro. A partir de 2010, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, hoje Circuito Liberdade, se consolidou como um conjunto integrado de equipamentos culturais, reunindo museus, biblioteca, centros de formação e espaços de exposições.
Em 2021, o circuito foi expandido para abranger a área definida pelo projeto original de 1895, delimitada pela Avenida do Contorno. Com isso, ele passou a incluir lugares como o Museu dos Militares Mineiros, a Sala Minas Gerais, o Palácio das Artes e a Casa Funarte Liberdade.
1. CURA
Desde 2017, o festival de arte pública CURA (Circuito Urbano de Arte) colore a capital mineira com obras de arte urbana espalhadas pela cidade e que continuam expostas depois do fim do evento. Na primeira edição, criou seu primeiro circuito de pintura em empenas (as laterais sem janelas dos prédios) voltado para a cênica Rua Sapucaí, repleta de bares em antigos casarões.
Em 2019, o festival extrapolou as fronteiras do centro para chegar à Lagoinha, bairro de raízes operárias e boêmias, explorável também pelo Rolezin Lagoinha, um passeio mensal com paradas em praças, mirantes, o Cemitério do Bonfim e pontos gastronômicos.
A edição de 2025 trouxe obras de Sylvia Amélia, Paulo Nazareth, Julianismo e Deco Farkas.
2. Palácio das Artes
Em uma moderna construção circundada pelo Parque Municipal, com mata densa, lago e orquidário em plena região central, o Palácio das Artes é um dos maiores complexos culturais da América Latina. Inaugurado em 1970 e vinculado à Fundação Clóvis Salgado, ele ocupa 18 mil m² e abriga apresentações de grupos como Corpo (de dança), Galpão (de teatro) e Giramundo (teatro de bonecos). Com infraestrutura de alto padrão, o espaço é palco de peças, óperas, concertos, exposições, lançamentos de livros, palestras e cursos.
3. Palácio da Liberdade
No Palácio da Liberdade, inaugurado em 1898, guias apresentam a história de Minas Gerais a partir de sua vida política e conduzem os visitantes por 30 cômodos do palácio, prédio central do conjunto arquitetônico da praça e residência de diversos governadores. Com jardins de influência inglesa, o local preserva sua riqueza histórica e arquitetônica, e pode ser visitado gratuitamente.
4. Casa Fiat de Cultura
Nos fundos do Palácio dos Despachos, está o centro cultural Casa Fiat de Cultura, com programação gratuita. Na entrada, o quadro Civilização Mineira, de Candido Portinari, dá as boas-vindas, enquanto o espaço, que já acolheu obras de ícones como Caravaggio, Chagall, Rodin, Aleijadinho e Tarsila do Amaral, além de artistas contemporâneos, oferece diversos recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, braile, peças táteis, intérpretes de libras e tour virtual.
5. Centro Cultural Banco do Brasil
Uma das cinco unidades do CCBB em funcionamento no país (além de São Paulo, Rio, Salvador e Brasília), o Centro Cultural Banco do Brasil ocupa o bonito prédio da antiga Secretaria de Estado de Defesa Social. Com programação diversificada durante todo o ano, que inclui artes cênicas, cinema, música, oficinas e atividades infantis nas férias escolares, o espaço promove visitas mediadas gratuitas para famílias, grupos escolares, pessoas com deficiência e ONGs.
6. Museu Mineiro
O Museu Mineiro ocupa uma construção eclética de 1897 de influência neoclássica. Inaugurado em 1982, o museu possui três salas abertas à visitação: uma guarda artefatos da família imperial, como cachimbos, espadas, armas de fogo e retratos, enquanto as outras duas são dedicadas à arte sacra colonial e ao mobiliário dos séculos 18 e 19. Com acervo tem mais de 3 mil peças, incluindo telas de Mestre Athaíde, achados arqueológicos, imagens sacras e esculturas.
7. Centro de Arte Popular
O Centro de Arte Popular ocupa o belo casarão do antigo Hospital São Tarcísio, de 1928. A arte popular mineira é representada por esculturas de madeira e cerâmica, instrumentos musicais e telas – os objetos estão divididos nas categorias arte e fé, tradição mineira, arte rupestre e sala dos grandes mestres. O espaço conta com quatro salas de exposição permanente, uma sala para exposições temporárias, auditório com 60 lugares, sala de oficinas e pátio interno destinado a projetos de grafite.
CONJUNTO MODERNO DA PAMPULHA
Na década de 1940, Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, fez um pedido a Oscar Niemeyer: um projeto para a região, que deveria se transformar no mais belo bairro do país. Assim nasceu a Pampulha, a 10 km do Centro, um complexo arquitetônico que contorna os 18 km de extensão da lagoa e que, em 2016, foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Hoje, o Conjunto Moderno da Pampulha é um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade, com edifícios históricos, jardins planejados por Roberto Burle Marx, painéis em azulejos e esculturas de Cândido Portinari.
8. Igreja São Francisco de Assis
O maior ícone do conjunto é a Igreja São Francisco de Assis, que une a genialidade de Oscar Niemeyer à de Candido Portinari. O resultado da ousadia do arquiteto e da sensibilidade do pintor, que criou o painel de azulejos azuis para adornar a construção, é um dos templos mais admirados de Minas Gerais. O interior, reaberto em 2019 após uma reforma, acolhe os 14 painéis retratando a Via Sacra, uma das obras mais importantes de Portinari. A visitação de grupos deve ser agendada pelo e-mail e as missas são realizadas aos domingos às 7h, 10h e 16h com número limitado de participantes.
A “Igrejinha da Pampulha”, com seus traços característicos, é um primeiro vislumbre do estilo que consagraria Oscar NiemeyerCamilla Vitoria Machado/Wikimedia Commons
9. Casa Kubitschek
A 1 km da igreja, contornando a orla pela Avenida Otacílio Negrão de Lima, chega-se à Casa Kubitschek, de 1943. Projetada por Oscar Niemeyer e com jardins de Burle Marx, foi residência de fim de semana do ex-presidente nos anos 1940, quando ele ainda era prefeito de BH. Móveis e fotografias – além de painel de Alfredo Volpi e mosaicos de Paulo Werneck –, distribuídos pelos cômodos narram o modo de habitar a cidade entre as décadas de 1940 e 1960, sob a influência do movimento modernista.
10. Casa do Baile
A Casa do Baile é uma joia modernista que parece flutuar sobre o lago. Nos dias de hoje, ela recebe exposições temporárias e encontros e divulga publicações, além de contar com salão expositivo e auditório. Referência da arquitetura moderna brasileira, o projeto original de Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx, propõe integração total com o entorno da lagoa. O Museu de Arte da Pampulha, que funcionou até 1946 como cassino, também faz parte do conjunto, mas só pode ser visitado externamente, pois está fechado para restauro.
A Casa do Baile, à beira da Lagoa da Pampulha, foi projetada por Niemeyer para ser um restaurante com pista de dançaPedro Vilela/MTur/Reprodução
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