5 festas populares brasileiras para além do Carnaval

Se o ano “só começa” depois do Carnaval, não quer dizer que ele seja a primeira ou a última festa do calendário de celebrações pelo país. Espalhadas de norte a sul, manifestações populares e tradições regionais mantêm acesa a energia do folião, mas com outras pegadas culturais. A seguir, conheça cinco festas populares brasileiras:

1. Festival Folclórico de Parintins, em junho

Apresentação do Boi Garantido, representado pela cor vermelha, durante a edição de 2024 do eventoFernando Frazão/Agência Brasil

Em junho, a cidade de Parintins, no Amazonas, sedia uma das maiores manifestações culturais do Brasil: o Festival Folclórico de Parintins. Reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Iphan, o evento tem como pano de fundo a famosa lenda do Boi-bumbá – um boi que foi morto, mas logo em seguida ressuscitado, encantando a todos com sua alegria.

Mais do que um clima alegre de festejo, a cidade vive uma competição acirrada entre dois grupos, representantes dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido. A torcida do primeiro é conhecida pelo uso da cor azul e de tons complementares, como verde-escuro, verde-mar, violeta, roxo e lilás, e se reúne no Curral Zeca Xibelão.

Já o segundo se caracteriza pelo vermelho e seus tons quentes (laranja, rosa claro e escuro, rosé e terracota), com concentração no Curral Lindolfo Monteverde. As baterias também se diferenciam: o Garantido adota o ritmo da batucada, enquanto o Caprichoso opta pela marujada. Com apresentações exuberantes e coloridas, o festival acontece a céu aberto no Bumbódromo, construído especialmente para acomodar a divisão bicolor da cidade e com capacidade para 25 mil pessoas.

No festejo, os grupos encenam a narrativa de morte e ressurreição do boi-bumbá em uma explosão de cores, reunindo performances teatrais, danças e músicas da região, além de rituais indígenas e costumes ribeirinhos. O Festival de Parintins é tão rico em suas alegorias que muitos profissionais da festa amazonense também atuam no Carnaval carioca.

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2. São João de Campina Grande, entre junho e julho

Festa Junina da cidade do sertão paraibano é considerada a maior do BrasilMinistério da Cultura/Reprodução

As Festas Juninas são comemoradas por todo o Brasil, reverenciando os dias de santos populares – como Santo Antônio, São João e São Pedro – com atividades cheias de tradições lúdicas e inúmeras opções culinárias. O Nordeste é certamente a região onde a celebração adquire suas maiores dimensões e a paraibana Campina Grande, com mais de 30 dias ininterruptos de celebração, ostenta o título de maior festa de São João do país (e até do mundo!).

Localizada no coração do sertão da Paraíba, a cerca de 120 km de João Pessoa, a cidade amplia cada vez mais as festividades em homenagem a São João Batista. Em 1983, a prefeitura assumiu a organização do evento, que já era conhecido, à época, por se estender por um mês inteiro de comemorações.

Com a expansão da programação, o município hoje recebe cerca de 3,2 milhões de visitantes em atrações que vão de barracas de comidas típicas – como mungunzá, canjica e pamonha, além do quentão, bebida tradicional – a shows lotados dos principais artistas de forró e sertanejo, no Parque do Povo, epicentro do São João de Campina Grande.

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3. Festa do Peão, em agosto

A Festa do Peão atrai turistas com rodeios e showsDaniel Guimarães/AgriculturaSP/Divulgação

No interior paulista, a cerca de 430 km da capital, Barretos se tornou famosa por sediar o maior rodeio da América Latina – não à toa, o município é conhecido internacionalmente como a “Capital do Rodeio”. Realizado no fim de agosto, a Festa do Peão de Barretos surgiu em 1956 e homenageia o estilo de vida desses profissionais do interior do país, reunindo atividades diretamente ligadas às tradições da cultura sertaneja.

Entre as atrações mais aguardadas pelo público estão a procissão de carros de bois, danças folclóricas, shows de equitação e, é claro, a montaria em touros, que distribui prêmios aos peões que se destacam. A festa acontece no Parque do Peão, uma estrutura de grandes proporções que abriga museus e inúmeras estátuas, além do Estádio de Rodeios, uma arena em formato de ferradura projetada por Oscar Niemeyer.

4. Semana Farroupilha, em setembro

Com muito churrasco envolvido, celebração que antecede o “Dia do Gaúcho” tem desfiles, danças típicas e as três semanas do tradicional Acampamento Farroupilha, na capital do estadoCesar Lopes / Prefeitura Municipal de Porto Alegre/Reprodução

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Em direção à região Sul do país, o Rio Grande do Sul celebra, uma vez ao ano, a Semana Farroupilha – que, a rigor, dura mais tempo do que isso, e costuma ser observada ao longo das três primeiras semanas de setembro. A tradicional comemoração busca homenagear e relembrar a Revolução Farroupilha, episódio histórico do século 19 que deixou marcas profundas na região.

Nas datas que antecedem o 20 de setembro, data quando eclodiu a revolta em 1835 e hoje virou o “Dia do Gaúcho”, o estado ganha desfiles, apresentações de música e danças tradicionalistas, além de pratos emblemáticos, como churrasco, carne de ovelha e arroz de carreteiro. A vestimenta típica também aparece com força entre os participantes: o traje tradicional inclui bombachas, lenços, botas e chapéus, seguindo a cartilha definida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Em Porto Alegre (uma cidade que, ironicamente, lutou contra os revoltosos), o núcleo do evento fica no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, no chamado Acampamento Farroupilha. A programação é variada e reúne diferentes manifestações artísticas e culturais, com palestras, shows, lançamentos de livros e encontros em torno do churrasco.

5. Folia de Reis, entre dezembro e janeiro

Celebração da Folia de Reis em Muqui, no Espírito Santo, uma das cidades reconhecidas pela tradiçãoPit Thomspon/Wikimedia Commons

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A Folia de Reis – também conhecida como Companhia de Reis, Reisado ou Festa de Santos Reis – reúne, além de diversas alcunhas, inúmeras manifestações em diferentes regiões do Brasil. A festividade tem caráter religioso, sendo frequentemente associada a tradições cristãs de origem portuguesa. Entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, o público se mobiliza para celebrar de forma festiva a jornada dos Reis Magos até a visita ao menino Jesus – da véspera do nascimento, portanto, ao dia conhecido como Dia dos Três Reis Magos.

A festa folclórica dura, assim, cerca de 12 dias, a depender das particularidades de cada região, e conta com grupos de Folia de Reis (ou Companhia de Reis). Eles visitam as casas dos devotos, carregando estandartes e bandeiras de santos, em ritmo alegre, dançando ao som de músicas tradicionais do festejo. O cortejo é formado por um mestre (ou, embaixador), um contramestre, os três Reis Magos, alferes (responsáveis por levar o estandarte do grupo), além de palhaços e foliões, estes últimos, em grande parte, com fantasias e máscaras coloridas.

Os participantes levam instrumentos como violas, reco-reco, tambores, acordeões, sanfonas, pandeiros e gaitas e também recitam versos temáticos em apresentações teatrais que recriam a jornada dos reis.

As mais tradicionais festas juninas do Nordeste

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