Se você usa chatbots para facilitar sua rotina, o preço a pagar pode ser a sua privacidade. Um novo relatório da Surfshark, atualizado em março de 2026, mostra que as inteligências artificiais estão coletando dados de forma cada vez mais voraz. O destaque negativo vai para a Meta AI, que já coleta 33 dos 35 tipos de dados possíveis definidos pela Apple, o que representa mais de 90% das suas informações pessoais.
De acordo com o levantamento, a média de coleta entre os 10 chatbots mais populares é de 14 tipos de dados. No entanto, gigantes como Google e OpenAI estão muito acima dessa linha, monitorando desde o histórico de navegação até métricas de saúde e áudio.
O estudo coloca a Meta no topo isolado, mas o Google Gemini aparece logo atrás, coletando 23 tipos de dados (quase o dobro da média do mercado). Entre as informações capturadas estão a localização precisa e o histórico de buscas do usuário.
A grande surpresa do relatório, porém, foi o ChatGPT. O chatbot da OpenAI subiu da 7ª para a 3ª posição no ranking de maiores coletores. Em apenas um ano, a plataforma aumentou em 70% a quantidade de dados monitorados, incluindo agora informações sensíveis como dados de saúde, fitness e arquivos de áudio.
A invasão da localização
Um dos pontos mais alarmantes destacados pela Surfshark é o rastreamento geográfico. No ano passado, 40% dos apps de IA coletavam dados de localização; hoje, esse número saltou para 70%.
“Os chatbots estão se tornando cada vez mais agressivos”, alerta Tomas Stamulis, Diretor de Segurança da Surfshark. Segundo o executivo, ao contrário dos buscadores tradicionais, “essas ferramentas lidam com uploads altamente sensíveis, como documentos fiscais e registros médicos, que podem ser compartilhados em grandes redes de terceiros para a veiculação de anúncios direcionados”.
Como se proteger?
Para quem não abre mão da tecnologia, a recomendação de segurança é clara: trate cada comando enviado à IA como um registro público.
Revise suas configurações: verifique quais permissões o app possui no seu celular.
Desative o histórico: sempre que possível, utilize modos que não salvam as conversas.
Cuidado com uploads: nunca compartilhe documentos com dados pessoais, financeiros ou médicos.
Pense antes: para efeitos de privacidade, a melhor estratégia é nunca compartilhar informações que você não deseja que se tornem públicas.
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