A startup alemã Marvel Fusion, que desenvolve tecnologia de fusão nuclear baseada em lasers, está ampliando o escopo de suas operações e avaliando novos mercados enquanto enfrenta os desafios de levar sua principal aposta energética ao uso comercial.
Segundo fontes próximas ao tema, que falaram em anomimidade à Bloomberg, a empresa vem discutindo com investidores formas de monetizar sua tecnologia além do setor de energia, incluindo aplicações nas áreas de defesa, saúde e indústria. Embora mantenha o foco na geração de energia limpa, a empresa reconhece o potencial de seus sistemas a laser em outros segmentos.
A Marvel também analisa a possibilidade de ampliar sua presença nos Estados Unidos, o que poderia facilitar o acesso a capital e parcerias estratégicas. Ainda não há decisão final, e a companhia pode manter sua sede na Alemanha enquanto continua operando em ambos os países.
Atualmente, a startup já possui uma subsidiária no Colorado e colabora com a Universidade Estadual do Colorado em um centro de pesquisa dedicado à fusão a laser. O projeto, estimado em US$ 150 milhões, teve início adiado e agora deve entrar em operação no começo de 2027. A construção da estrutura principal está prevista para ser concluída até o fim de 2026.
Além disso, a empresa estuda a instalação de uma unidade protótipo em Denver como parte de sua estratégia de expansão.
Corrida pela fusão nuclear
A fusão nuclear é considerada uma das principais apostas para o futuro da energia, por seu potencial de gerar eletricidade limpa e abundante. No entanto, transformar essa tecnologia em soluções comerciais ainda envolve obstáculos complexos, tanto do ponto de vista técnico quanto econômico.
Diversas empresas ao redor do mundo competem para dominar essa área, utilizando abordagens baseadas em lasers ou campos magnéticos. No caso da Marvel Fusion, a meta é alcançar a comercialização de seus lasers até meados da década de 2030.
A empresa já levantou cerca de US$ 400 milhões em investimentos públicos e privados, incluindo aportes de grupos como Siemens Energy e EQT.
Diante da incerteza sobre prazos e viabilidade comercial da fusão, a diversificação aparece como uma forma de sustentar o desenvolvimento da tecnologia. Entre as possibilidades consideradas está o uso de lasers em sistemas de defesa, como ferramentas capazes de neutralizar drones. Essa abordagem pode ajudar a gerar receita no curto prazo, enquanto a empresa continua investindo em sua ambição principal.
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Apesar do otimismo, parte dos investidores mantém cautela em relação aos cronogramas anunciados, dada a complexidade do projeto. A própria empresa reconhece o desafio, classificando a construção de uma usina de fusão comercial como uma das tarefas de engenharia mais difíceis já enfrentadas.
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