Tim Cook bate recorde de Steve Jobs em aniversário de 50 anos da Apple

Tim Cook tornou-se o CEO mais longevo da história da Apple, superando o tempo de gestão do fundador da empresa, Steve Jobs. O marco ocorre nesta quarta-feira (1º), quando a companhia completa 50 anos.

Na cadeira de CEO desde agosto de 2011, Cook liderou a valorização da empresa de US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) para mais de US$ 3,6 trilhões (R$ 18,6 trilhões)

Embora negue planos imediatos de aposentadoria, o executivo de 65 anos afirmou ser “obcecado” em preparar a equipe que assumirá a liderança nos próximos dez anos. Atualmente, a empresa está cercada de discussões sobre a sucessão do executivo.

Apple expande mercado sob gestão operacional e planeja transição de comando

A gestão de Cook é caracterizada pela transformação da Apple numa potência de serviços por assinatura e dispositivos vestíveis, como o Apple Watch e os óculos Vision Pro. 

Diferente de seu antecessor, o atual CEO utilizou sua experiência em cadeia de suprimentos (setor que cuida desde a compra de peças até a entrega do produto final) para otimizar: 1) a eficiência da empresa mundo afora; e 2) o retorno aos acionistas.

Diferenças entre Steve Jobs e Tim Cook

Steve Jobs fundou a Apple em 1976, mas foi afastado da empresa em 1985 devido a vendas baixas e conflitos internos gerados pelo seu estilo de gestão.

Ele era conhecido pelo temperamento explosivo e pela imagem carismática de “astro pop”, além de ter interesse por espiritualidade e alimentação saudável. 

Jobs liderou as maiores revoluções da companhia, como a criação do Macintosh, do iPod e do iPhone.

Steve Jobs era conhecido pelo temperamento explosivo e pela imagem carismática de “astro pop” – Imagem: Kemarrravv13/Shutterstock

Tim Cook possui um perfil oposto. Ele é descrito como um executivo cordial, discreto e mestre em questões operacionais

Enquanto Jobs focava no brilho dos holofotes e na criação de produtos, Cook se destacou nos bastidores, melhorando as relações da Apple com fornecedores e revendedores. 

A experiência de Cook em logística foi fundamental para a gestão da cadeia de suprimentos da empresa antes de ele assumir o cargo de CEO.

Apesar das personalidades distintas, Cook se tornou o homem de confiança de Jobs, que era extremamente rigoroso na busca por um sucessor.

Gestão de Tim Cook

Tim Cook chegou à Apple em 1998, após trabalhar na IBM por 12 anos e na Compaq por um curto período. 

Cook começou como vice-presidente de operações e depois se tornou diretor, cuidando de vendas, serviços e de toda a logística de fornecedores. 

Ele assumiu oficialmente o comando da empresa como CEO em 2011, dois meses antes da morte de Steve Jobs.

Tim Cook é CEO da Apple desde agosto de 2011 – Imagem; John Gress Media Inc/Shutterstock

Sob seu comando, a Apple deixou de focar apenas nos aparelhos tradicionais e se expandiu para outros setores, como relógios inteligentes (Apple Watch), óculos de realidade virtual (Vision Pro) e serviços de assinatura, como Apple Music e Apple TV+. 

Além do crescimento financeiro (aquele salto de US$ 350 bilhões para mais de US$ 3 trilhões), Cook focou em organizar a produção global da empresa e em pautas de sustentabilidade. 

Recentemente, o executivo aproximou a Apple do governo de Donald Trump para proteger os interesses da companhia. 

Em 2025, a empresa anunciou investimentos pesados nos Estados Unidos. Entre eles, estão US$ 100 bilhões (R$ 516 bilhões) para fabricar componentes do iPhone e outros US$ 500 bilhões (R$ 2,59 trilhões) para produção de chips em solo americano. 

Essas medidas foram tomadas para evitar tarifas de importação e reduzir a dependência da produção na China e na Índia.

Próximos passos (possíveis)

Cook deve conduzir a abertura da WWDC 2026 sem anúncios de sucessão imediatos, apesar de rumores sobre sua saída. Analistas indicam que John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware, consolidou-se como o principal candidato interno para assumir o cargo no futuro.

John Ternus é visto como sucessor natural por seu perfil que espelha trajetória de Tim Cook – Imagem: Apple

Ternus é visto como sucessor natural por seu perfil focado em detalhes técnicos e controle de custos, atributos que espelham a trajetória operacional do próprio Tim Cook.

Com 50 anos e duas décadas de casa, o executivo liderou o desenvolvimento de produtos centrais, como o iPhone 12 e os chips da série M. Mas sua eventual gestão herdará a pressão de acelerar a presença da Apple no setor de inteligência artificial.

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