A cápsula Orion acaba de entrar no caminho da Lua. Nesta quinta-feira (2), o motor principal da espaçonave foi acionado por 5 minutos e 55 segundos — um pouco mais do que o previsto anteriormente — para executar a queima de injeção translunar (TLI), a manobra mais crítica da missão Artemis 2 até agora.
No momento do disparo, a Orion estava a pouco menos de 185 quilômetros de altitude, ainda amarrada gravitacionalmente à Terra. A queima, que durou quase seis minutos, acelerou a nave a uma taxa de cerca de 1.387 km/h, fornecendo o impulso necessário para romper a órbita do planeta e colocar a cápsula em trajetória direta rumo ao nosso satélite natural.
Para dar uma ideia da potência envolvida, os engenheiros da NASA usaram uma analogia terrestre: se o motor da Orion fosse acoplado a um carro, a queima o levaria de 0 a 100 km/h em apenas 2,7 segundos.
Com a manobra bem-sucedida, os quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense) — estão agora oficialmente a caminho da Lua. A previsão é que a Orion entre em órbita lunar nos próximos dias, completando uma jornada que nenhum humano fazia desde a Apollo 17, em 1972.
O que é a injeção translunar?
A manobra consiste em uma queima precisa dos motores da espaçonave, que a empurra a nave para fora da órbita terrestre e a coloca em uma trajetória de cruzeiro rumo à Lua. De acordo com o astrônomo Marcelo Zurita durante a transmissão do lançamento da Artemis 2, “a cápsula dá duas voltas ao redor da Terra antes da manobra que irá colocá-la na direção da Lua para uma trajetória de livre retorno”, onde a cápsula não diminuirá de velocidade ao se aproximar do satélite natural, dando uma volta ao redor da Lua influenciada naturalmente pela gravidade.
Artemis 2 rumo à Lua
a NASA lançou com sucesso o superfoguete Space Launch System (SLS), levando a cápsula Orion com quatro astronautas rumo à órbita da Lua. Com duração prevista de 10 dias, a missão Artemis 2 deve proporcionar visões inéditas durante a volta completa ao redor do satélite natural da Terra.
Tudo foi transmitido ao vivo em todas as plataformas do Olhar Digital, com imagens oficiais da NASA e apresentação de Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e do astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON).
Durante toda a missão, a tripulação participará de conversas ao vivo com o público. Os horários dessas transmissões serão divulgados no blog Artemis e na página oficial de eventos de lançamento da NASA, permitindo que fãs e interessados acompanhem a missão de perto e em tempo real.
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