Por que o diabetes afeta mais mulheres do que homens?

O diabetes vem avançando no Brasil e atinge mais mulheres do que homens, segundo dados da pesquisa Ministério da Saúde. O levantamento Vigitel 2025 mostra que a prevalência da doença saltou de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024, aumento de 135% no período. Entre as mulheres, 14,3% relataram diagnóstico de diabetes, contra 11,2% entre os homens.

 Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, fatores como sedentarismo, falta de sono e sobrepeso ajudam a explicar esse cenário. “Muitas mulheres enfrentam jornada dupla de trabalho, o que favorece hábitos pouco saudáveis e aumenta o risco da doença”, afirma.

O especialista alerta que alterações na visão podem ser um dos primeiros sinais do diabetes. “A visão flutuante e borrada pode indicar a doença e, por isso, muitas pessoas descobrem o problema durante uma consulta oftalmológica”, explica.

Segundo ele, o diabetes aumenta em até 25 vezes o risco de perda da visão, já que o excesso de glicose pode provocar alterações no cristalino e nos vasos sanguíneos da retina, favorecendo condições como catarata precoce e retinopatia diabética.

Dados de pesquisas internacionais conduzidas por entidades como a International Diabetes Federation também mostram que metade dos diabéticos só recebe diagnóstico anos após o início da doença, o que eleva o risco de complicações.

Por isso, especialistas recomendam exames periódicos, especialmente após os 40 anos, além de hábitos como prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento médico para reduzir o risco de problemas metabólicos e oculares.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1512, de 10 de março de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.