Nesta segunda-feira (6), sexto dia da missão Artemis 2, lançada pela NASA na última quarta-feira (1), a cápsula Orion alcança o lado oculto da Lua, a face do satélite que nunca é vista da Terra. Além disso, os astronautas a bordo da espaçonave devem se tornar as pessoas que chegaram mais longe da Terra na história da exploração espacial humana.
E você não vai querer perder esse momento tão especial, aguardado há mais de meio século, desde a última missão Apollo, em 1972, certo?
Então, fique ligado em todas as plataformas do Olhar Digital (no site, YouTube e nas redes sociais) a partir das 14h40 (pelo horário de Brasília), para assistir à transmissão ao vivo do evento, com apresentação é de Bruno Capozzi, nosso editor-executivo, Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e do astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).
De acordo com o planejamento da NASA, por volta das 14h56 (horário de Brasília), a Orion ultrapassará o recorde de maior distância já alcançada por humanos a partir da Terra, superando os 400.171 km da missão Apollo 13, de 1970. Mais tarde, às 20h07, é esperado que a espaçonave atinja sua distância máxima em relação ao planeta, a 406.700 km.
A observação lunar está programada para começar por volta das 15h45 e deve durar cerca de sete horas. Nesse período, a Orion estará suficientemente próxima da Lua para que a tripulação consiga examinar com detalhes as características geológicas do satélite. Ao longo do dia, a tripulação poderá estar entre 6,4 mil e 9,6 mil km de distância da superfície da Lua, que deverá parecer do tamanho de uma bola de basquete à distância de um braço.
Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
“Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
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