Seja para a cidade vizinha ou para a Lua, toda viagem em grupo tem perrengues engraçados de contar. E com a Artemis 2, da NASA, não foi diferente. Lançada em 1º de abril de 2026, a missão marca o primeiro voo tripulado da agência espacial ao redor da Lua em mais de meio século. Apesar de ser uma jornada histórica, a viagem foi marcada por contratempos bem mundanos, como problemas no banheiro e falhas no Outlook.
A 400 mil quilômetros da Terra, a tripulação precisou recorrer a protocolos de emergência e suporte técnico remoto para garantir a continuidade da missão espacial.
Problemas no banheiro, cheiro misterioso e Outlook duplicado deram dor de cabeça para astronautas na Artemis 2
O Sistema Universal de Gestão de Resíduos (UWMS), projetado para operar em microgravidade por meio de um ventilador de sucção, apresentou defeitos logo no início da missão.
A astronauta Christina Koch, a primeira mulher a atingir a órbita lunar, executou o reparo inicial sob orientação do centro de controle em Houston.
No entanto, o diretor de voo Judd Frieling confirmou posteriormente uma nova obstrução causada por urina congelada na linha de ventilação. Isso exigiu que a Orion fosse rotacionada em direção à luz solar para tentar descongelar o duto com o calor dos raios solares.
Devido à instabilidade do sistema principal, a equipe precisou utilizar o Urinol Dobrável de Emergência. Após o descongelamento parcial, o controle da missão autorizou o uso do banheiro. Mas novas ordens da comunicadora Jenny Gibbons restringiram o uso novamente, o que forçou o retorno aos kits de contingência.
Além do problema hidráulico, um odor desconhecido, descrito pelo astronauta Jeremy Hansen como “cheiro de queimado”, foi detectado na cabine. A porta-voz Debbie Korth assegurou que o incidente não oferecia risco.
No campo digital, a missão enfrentou o mau funcionamento do Microsoft Outlook, com relatos de que o software simplesmente não abria ou apresentava instâncias duplicadas que não funcionavam.
De acordo com o instrutor Robert Frost, a NASA utiliza sistemas operacionais familiares como o Windows porque cerca de 80% dos astronautas nunca operaram sistemas UNIX ou Linux.
Para tentar mitigar o bug, técnicos na Terra acessaram remotamente os laptops da nave. A suspeita era que os conflitos tinham sido gerados pelo software Optimus.
Apesar de parecerem falhas triviais, esses episódios reforçam que sistemas domésticos são grandes desafios para a engenharia aeroespacial moderna. A experiência da Artemis II serve como um teste de estresse real para as próximas fases do programa.
(Essa matéria também usou informações de Deutsche Welle.)
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