Uma carta curta, direta e cheia de argumentos infantis chamou a atenção da NASA. Kaela, uma menina de 10 anos, escreveu ao administrador da agência, Jared Isaacman, pedindo que Plutão seja novamente classificado como planeta. A mensagem foi publicada no X pela conta “Mike’s Weather Page” e rapidamente viralizou.
“Por favor, façam de Plutão um planeta novamente. Eu realmente quero que ele volte a ser um planeta”, começa o texto. A menina lista três razões: Plutão já fez parte do sistema solar e já foi um planeta; ele é um planeta anão e “merece ser um planeta de verdade”; e a mudança poderia “fazer muita gente feliz”.
Dear @NASA. From 10 year old Kaela. She is mailing to you today. Too cute not to post. She and her family are friends of ours. #bringplutoback pic.twitter.com/goPIb55iQG
— Mike’s Weather Page (@tropicalupdate) April 9, 2026
Kaela demonstra conhecimento ao citar que Plutão está localizado no Cinturão de Kuiper e termina com um apelo: “Se não for possível fazer dele um planeta de verdade, por favor, considere-o como tal.”
Isaacman respondeu em 9 de abril com uma mensagem curta: “Kaela, estamos investigando isso.” A promessa, ainda que vaga, foi suficiente para animar os entusiastas de Plutão nas redes sociais.
Por que Plutão foi rebaixado?
A história de Plutão como nono planeta começou em 1930, quando o astrônomo americano Clyde Tombaugh o avistou no Observatório Lowell, no Arizona. O nome foi sugerido por Venetia Burney, uma menina inglesa de 11 anos. Por décadas, Plutão reinou como o planeta mais distante do Sistema Solar.
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Mas, com o avanço da tecnologia, novos objetos foram descobertos no Cinturão de Kuiper — incluindo Éris, que tem tamanho similar ao de Plutão. Em 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) decidiu criar uma definição formal de planeta. Para ser classificado como tal, um corpo celeste precisa: orbitar o Sol; ter gravidade suficiente para assumir forma esférica; e ter “limpado sua órbita” de outros objetos menores.
Plutão falha no terceiro critério. Ele compartilha sua órbita com diversos outros corpos gelados no Cinturão de Kuiper, o que o levou a ser reclassificado como “planeta anão”. A decisão completa 20 anos em 2026 e ainda hoje divide opiniões.
Planeta duplo?
A NASA, em seu site oficial, descreve Plutão como orbitado por cinco luas — a maior delas, Caronte, tem cerca de metade do tamanho de Plutão, o que leva os astrônomos a chamarem o sistema de “planeta duplo”. A agência brinca com a própria escolha de palavras ao notar que Caronte é “o maior satélite em relação ao planeta que orbita em nosso sistema solar”.
Não é a primeira vez que o chefe da NASA fala sobre Plutão
Em março, o administrador já havia expressado o desejo de ver Plutão reconhecido como planeta novamente. “Eu apoio 100% o presidente Trump em tornar Plutão grande de novo”, afirmou Isaacman em entrevista exclusiva ao Daily Mail, fazendo um trocadilho com o famoso slogan político (“Make America Great Again“). Para ele, a mudança seria uma forma de honrar as contribuições do astrônomo Clyde Tombaugh, que descobriu o objeto em 1930.
Apesar do carinho popular, a definição da UAI continua valendo. Isaacman, como administrador da NASA, não tem poder para mudar a classificação científica — que cabe aos astrônomos do mundo todo. Mas, se depender de Kaela e de muitos outros fãs de Plutão, a luta para trazer o nono planeta de volta ao panteão está longe de terminar.
O post “Façam Plutão ser um planeta de novo” menina de 10 anos faz apelo e NASA responde apareceu primeiro em Olhar Digital.


