A Meta firmou parceria com a startup Overview Energy para garantir até 1 gigawatt (GW) de energia solar vinda do espaço. O objetivo é sustentar a enorme demanda energética de seus data centers de inteligência artificial (IA).
O projeto consiste no uso de satélites para capturar a luz solar em órbita, onde o sol nunca se põe, e transmiti-la para a Terra de forma constante.
A inovação está no método de entrega: os satélites enviam feixes de luz infravermelha para fazendas solares que operam no solo. Isso permite que essas usinas continuem gerando eletricidade mesmo durante a noite.
Na prática, a tecnologia pretende transformar usinas solares comuns em fontes de energia que funcionam 24 horas por dia, de domingo a domingo.
Como rede de satélites pretende manter os sistemas de IA da Meta ligados dia e noite
Para viabilizar o plano, a Overview Energy planeja lançar mil satélites em órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros de altitude.
Nessa posição, os satélites acompanham a rotação da Terra e permanecem fixos sobre pontos específicos, o que garante a coleta solar ininterrupta.
O CEO da startup, Marc Berte, disse ao TechCrunch que a cobertura inicial deve alcançar um terço do planeta, abrangendo desde a costa oeste dos EUA até a Europa Ocidental.
A segurança é um pilar do projeto, que evita o uso de micro-ondas ou lasers de alta potência. O sistema utiliza um feixe de baixa intensidade, invisível a olho nu e projetado para ser inofensivo ao meio ambiente.
Berte também explicou ao site que a dispersão da luz é ampla o suficiente para que a densidade de energia seja segura, permitindo que a luz vinda do espaço seja convertida em eletricidade pelos mesmos painéis fotovoltaicos já usados hoje em dia.
O cronograma estabelece um primeiro teste em órbita para janeiro de 2028, com o início da operação comercial previsto para 2030.
No contrato, a startup introduziu a unidade “megawatt-fótons”, que mede a quantidade de luz necessária para gerar um megawatt de eletricidade no solo.
Embora os valores financeiros não tenham sido revelados, o acordo garante à Meta prioridade máxima no acesso à capacidade de energia conforme a escala do sistema for aumentada.
Essa busca por soluções inovadoras reflete o apetite energético da Meta, que consumiu mais de 18.000 gigawatt-hora (GWh) em 2024 (o bastante para abastecer 1,7 milhão de lares americanos por um ano, diga-se).
Para atingir sua meta de 30 GW de energia renovável, a empresa precisa superar o problema da intermitência (a falta de sol à noite). Por isso, além do projeto espacial, a big tech investe em energia nuclear e gás natural.
(Essa matéria também usou informações de The Next Web, Quartz e Wall Street Journal.)
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