Apple supera expectativas de lucro, mas iPhone decepciona; ações ficam estáveis

A Apple divulgou nesta quinta-feira (30) seus resultados financeiros do segundo trimestre fiscal, que termina em março, e superou as estimativas de Wall Street tanto em lucro por ação quanto em receita total. Apesar do desempenho geral positivo, as ações da empresa tiveram pouca variação no after-hours, pressionadas por mais uma queda nas vendas do iPhone abaixo do esperado.

De acordo com dados compilados pela LSEG, o lucro por ação ficou em US$ 2,01, acima da projeção de US$ 1,95. A receita total alcançou US$ 111,18 bilhões, superando os US$ 109,66 bilhões previstos pelos analistas. O número representa um crescimento de 17% em relação aos US$ 95,4 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. As informações são da CNBC.

Pela segunda vez nos últimos três trimestres, as vendas do iPhone ficaram aquém das projeções. O segmento gerou US$ 56,99 bilhões, contra expectativa de US$ 57,21 bilhões — uma diferença pequena, mas significativa para o produto mais importante da companhia.

Pessoas se empolgaram após o lançamento do novo aparelho da Apple e buscaram por mais opções da marca
(Imagem: Hadrian / Shutterstock.com)

Os demais segmentos de hardware superaram as estimativas: Mac (US$ 8,4 bilhões), iPad (US$ 6,91 bilhões) e a categoria de wearables, acessórios e dispositivos domésticos (US$ 7,9 bilhões) — todos vieram acima do consenso.

Serviços e margens brilham

A divisão de serviços — que inclui App Store, Apple Music, iCloud, Apple Pay e AppleCare — foi novamente o destaque positivo. A receita do segmento atingiu US$ 30,98 bilhões, superando os US$ 30,39 bilhões esperados e registrando alta de 16% em relação ao ano anterior.

A margem bruta consolidada da empresa subiu para 49,3%, acima dos 48,4% previstos e bem acima dos patamares de 30% observados no passado. O crescimento dos serviços, que têm margens naturalmente mais altas, tem sido o principal motor dessa melhora.

China continua aquecida

A região da Grande China (que inclui Taiwan e Hong Kong) apresentou forte recuperação. As vendas saltaram 28% no trimestre, para US$ 20,5 bilhões, contra US$ 16 bilhões um ano atrás. A China é o terceiro maior mercado da Apple, atrás apenas das Américas e da Europa.

Os custos com pesquisa e desenvolvimento cresceram a um ritmo muito superior ao da receita: US$ 11,42 bilhões no trimestre, alta de 33% em relação aos US$ 8,55 bilhões do mesmo período de 2025 — um sinal claro dos investimentos da empresa em novas tecnologias, incluindo inteligência artificial.

Leia mais:

10 truques escondidos no iOS 26 para usar no iPhone 17

Apple: como redefinir o ‘Dicionário do Teclado’ no iPhone

Apple não fornece dados solicitados em caso antitruste na Índia; multa pode chegar a US$ 38 bilhões

A transição de CEO e o futuro

Este é o primeiro balanço divulgado pela Apple desde o anúncio, em 20 de abril, de que Tim Cook deixará o cargo de CEO após 15 anos. Cook permanecerá como chairman executivo a partir de 1º de setembro, e seu sucessor será John Ternus, executivo de longa data responsável pela área de hardware.

Tim Cook e John Ternus andando lado a lado (Reprodução: Apple) – (Reprodução: Apple)

Entre os primeiros desafios de Ternus está definir a estratégia de inteligência artificial da empresa. No trimestre, a Apple anunciou uma parceria com o Google para integrar o modelo Gemini ao assistente Siri.

Em março, a Apple lançou uma série de produtos, incluindo o iPhone 17e, um iPad Air com chip M4 em versões de 11 e 13 polegadas, e o MacBook Neo — um notebook de baixo custo (US$ 599) voltado para estudantes e consumidores sensíveis a preço.

O conselho de administração autorizou mais US$ 100 bilhões em recompra de ações e elevou o dividendo trimestral em 4%, para 27 centavos por ação.

O post Apple supera expectativas de lucro, mas iPhone decepciona; ações ficam estáveis apareceu primeiro em Olhar Digital.