A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta sexta-feira (1), novas regras para o Oscar 2027. Uma das mais sonantes trata da proibição de atores e roteiros produzidos por inteligência artificial (IA).
Isso significa que, para concorrer aos prêmios da Academia em 2027, os trabalhos devem ser realizados apenas por humanos.
Segundo a organização do evento, somente performances “demonstradamente realizadas” por seres humanos com seu consentimento são elegíveis para concorrer ao maior prêmio da indústria cinematográfica.
A Academia também manteve seu direito de solicitar mais detalhes sobre o uso de inteligência artificial nos filmes.
Leia mais:
4 melhores inteligências artificiais para criar e editar vídeos
Inteligência artificial: conheça os pontos negativos e perigos da IA
Corrida da IA: big techs devem investir US$ 1 trilhão em infraestrutura até 2027
IA e cinema não podem se misturar?
A tecnologia alarma o setor, pois quem trabalha na TV e no cinema tem medo de que a indústria passe a utilizar mais a IA, de modo a substituí-los e reduzir custos;
Muitos foram os exemplos de IA no cinema. O mais recente e mais notável foi a conclusão póstuma de Val Kilmer, morto em 2025, do filme “As Deep as the Grave” (“Tão Profundo Quanto a Sepultura”, na tradução literal).
No ano passado, a IA estreou sua própria atriz: Tilly Norwood, que teve interesse de alguns estúdios. Seu produtor se gabou desse interesse e os dois fatos somados só aumentaram as preocupações e levaram o sindicato de atores SAG-AFTRA a reagir negativamente.
Portanto, com as novas regras, Norwood não poderá brigar com atores humanos pelo Oscar 2027, que deve ser realizado em 14 de março do ano que vem.
O post Oscar: Academia decide que artistas e roteiros criados por IA não podem concorrer apareceu primeiro em Olhar Digital.





