A Amazon anunciou oficialmente o lançamento do Amazon Supply Chain Services (ASCS) nesta segunda-feira (4). A iniciativa marca uma mudança histórica na estratégia da companhia: agora, sua infraestrutura de logística (que inclui aviões, navios, caminhões e centros de distribuição) está disponível para empresas de todos os tamanhos, mesmo aquelas que não vendem produtos dentro do marketplace da marca.
A estratégia é uma repetição direta do modelo de sucesso do Amazon Web Services (AWS). Assim como a empresa transformou sua infraestrutura interna de servidores em uma potência de computação em nuvem para terceiros, ela agora busca fazer o mesmo com o setor de transportes, conforme detalhado pela Amazon.
Como funciona o “AWS da logística”
O ASCS consolida uma série de serviços que antes eram restritos ou fragmentados. O objetivo é permitir que fabricantes e varejistas gerenciem toda a cadeia de suprimentos, desde a saída da fábrica no exterior até a porta do cliente final, por meio de um único parceiro.
O serviço está estruturado em três pilares principais:
Frete: movimentação de carga por terra, ar e mar, incluindo suporte para desembaraço aduaneiro e visibilidade de ponta a ponta.
Distribuição e armazenagem: armazenamento de estoque e posicionamento inteligente de produtos perto dos centros de demanda para agilizar entregas.
Entrega de pacotes: serviço de transporte com prazos de dois a cinco dias, operando sete dias por semana, para pedidos feitos em sites próprios ou outros marketplaces.
Grandes marcas já aderiram ao sistema
A nova divisão já estreia com clientes de peso no portfólio. De acordo com a Amazon, empresas como Procter & Gamble (P&G), 3M e American Eagle Outfitters já utilizam a rede para otimizar suas operações.
Para a Amazon, o grande diferencial do serviço não é apenas a capacidade física, mas a inteligência de dados. A empresa afirma que vendedores que utilizam suas soluções integradas de logística veem um aumento médio de 20% nas vendas, resultado da maior velocidade de entrega e menor complexidade na gestão de estoque.
O vice-presidente do Amazon Supply Chain Services, Peter Larsen, reforça que a logística deixou de ser apenas uma função operacional para se tornar o núcleo da experiência de compra. Com a abertura do sistema, empresas de setores como saúde, automotivo e manufatura poderão acessar a mesma eficiência que antes era exclusiva da gigante do e-commerce.
Para este novo ecossistema unificado do ASCS, a empresa ainda não especificou quais países serão beneficiados imediatamente. O movimento sugere uma expansão gradual, priorizando mercados nos quais a infraestrutura de centros de distribuição já está consolidada.
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