Fim de semana ensolarado em São Paulo pode ser o pretexto ideal para sair do sofá e respirar ares bem mais puros. Encontrei esse prazer nas águas do Magic City, um parque aquático em Suzano, a cerca de 1h30 da capital paulista. O lugar reserva atrações para toda a família: brinquedões para os pequenos, toboáguas radicais para adolescentes e águas aquecidas para os mais velhos.
O diferencial do Magic City é o custo-benefício. O ingresso day-use começa em R$ 49,90 pelo site (na bilheteria sobe para R$ 180) e há um combo com hambúrguer por R$ 80,90.
Ao chegar lá, vá direto ao guarda-volumes, que pode ser reservado com antecedência na compra do ingresso. O armário médio custa R$ 35, enquanto o grande sai por R$ 45. É preciso pagar uma caução de R$ 10, devolvida quando a chave for entregue. Com tudo guardado, é hora de refrescar a cuca.
Sábado ensolarado: famílias se reúnem abaixo das árvores para relaxar antes de mais um mergulhoSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Brinquedões e águas quentes
O parque ganha os pequenos logo na entrada. Ao passar da bilheteria, o brinquedão Oceânica surge imponente na paisagem: um complexo com escadas, escorregadores e água jorrando para todo lado. Os menorzinhos ficam por lá mesmo, acompanhados por pelo menos um dos responsáveis.
Enquanto as crianças estão entretidas, os demais membros da família podem partir para Hot Spring. A sequência de piscinas aquecidas me fisgou por bons minutos – poderia ficar lá por horas.
Ocêanica: um ímã para os pequenos logo na entradaSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Conforme o dia esquenta, o melhor é partir para as piscinas “recreativas” (não aquecidas) que ficam próximas de churrasqueiras, onde aproveitei para cacifar uns espetinhos entre um mergulho e outro.
Ao lado, há uma piscina com water ball, que são aquelas bolas de plástico em que as crianças entram e deslizam sobre a água. A atividade custa R$15 por 5 minutos e pode ser reservada na hora de comprar o ingresso online.
Hot Spring: piscinas aquecidas convidam a relaxarSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Viagem para as estrelas e rio lento
À direita do Oceânica, uma ponte leva à área mais ampla do parque. Antes das atrações, há uma pequena fazendinha com emas, vacas e cabras. O espaço é cercado e monitorado por funcionários.
Logo o Rio Guaió aparece. A atração é um rio lento que serpenteia por 130 metros. O local fica lotado nas primeiras horas do dia, então o melhor é chegar no fim da tarde. Ainda que seja bacana sentar em uma boia e se deixar levar pela correnteza, há quem prefira ir sem nada.
Contrastes: do rio lento, é possível ouvir os gritos de quem desce pelos toboáguasSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Um pouco mais à frente, o Mirante das Estrelas é um complexo de toboáguas com temática espacial que tem atração gravitacional para os adolescentes, que rumam para as escadas sem pensar duas vezes.
Encarei o Galáxia, o mais “leve” de um trio de “escorregas”. O trajeto surpreende: trechos claros e escuros se alternam, com curvas acentuadas até uma reta final que me lançou novamente para a “Terra”. Girei tanto que fiquei a ver estrelas. Saí tonto e contente.
Ao infinito e além: três toboáguas compartilham o mesmo destino, mas rotas completamente diferentesSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Animado, corri para o Eclipse, anunciado como o mais radical dos três. É rápido, apenas isso. Confesso que não me encantou, mas pode ser um bom esquenta para as atrações mais radicais do parque.
O Constelação é um bom meio termo. O trajeto de uma curva seguida por uma descida é animador, mas o pódio pra mim ficou com o Galáxia.
Peixes grandes: Maverick, Nitro-X e Piscina de Ondas
Após uma boa “viagem espacial”, passei pela chamada Piscina da Baleia, que faz a alegria dos pequenos em uma área de jatos d’água, para então chegar ao que para mim foi a cereja do bolo: o Nitro-X. Seis escorregadores brancos partem de 20 metros de altura por um trajeto de 100 metros até chegar na água. A descida é com tapete, o que deixa tudo mais legal.
Nitro-X: descidas podem atingir até 40 km/hSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Na sequência, embarquei no Maverick, que é inspirado no segundo filme da franquia Top Gun. O brinquedo busca recriar a cena em que Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise) eleva seu caça para os céus a 90° e logo em seguida recupera o controle do avião. Pareceu promissor.
A fila era longa, mas não enfadonha. Quem está na espera vê a descida dos outros, o que sempre gera conversa e boas risadas.
Quando chegou minha vez, subi a longa escadaria (que fica mais intensa com uma boia de 5 kg apoiada nas costas), desci por um tubo e fui impulsionado para o alto de uma rampa, momento em que deu aquele frio na barriga porque fiquei de costas para o “vazio”, e finalmente deslizei por uma outra rampa até a boia parar. Adorei!
Coisa de cinema: descer no Maverick evoca memórias da franquia Top GunSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Depois de dar um boost na adrenalina, foi hora de relaxar na piscina de ondas, mas a água gelada me fez pegar o rumo da Oasis, uma piscina climatizada que fica ao lado.
Vai e vem: piscina de ondas é o ponto de convergência do parque, onde crianças e adultos se divertemSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Magic Lounge: um mundo à parte
Mesmo em um parque aquático, dá para fugir (um pouco) do agito. Com ingressos a partir de R$ 20, o Magic Lounge é um espaço com águas aquecidas com entrada controlada e que conta com uma lanchonete.
Há uma piscina rasa para os pequenos e os pais ficam nas cascatas logo ao lado. O grande barato do espaço são os quatro ofurôs, que costumam ser muito disputados. Fiquei alguns bons minutos nas águas borbulhantes e só não tirei um cochilo porque tive que passar o bastão para quem estava na fila aguardando.
Bônus: passeio de quadriciclo
Ao lado da entrada do parque, há uma opção mais radical que os toboáguas. O passeio de quadriciclo, feito por uma equipe terceirizada, me levou por trilhas na Mata Atlântica. Somente maiores de 18 anos podem dirigir e os trajetos são guiados por um monitor. Há a rota 1, de 30 minutos, por R$ 175; e a rota 2, de 60 minutos, por R$ 320 – os valores podem ser pagos durante a compra do ingresso ou no dia da visita.
Lá fui eu na rota 2. Após um teste inicial de direção, seguimos rumo à mata. Sobre as quatro rodas, a sensação é de absoluta potência. Nenhuma pedra ou buraco no caminho é capaz de parar o possante que eu estava conduzindo. O vento no rosto e o ronco do motor me abriram um sorriso de orelha a orelha.
A rota 1 segue até o primeiro mirante, mais baixo e com vista para uma área de camping. A rota 2 vai até o segundo mirante (foto abaixo) e para em um haras onde tivemos a chance de fazer carinho nos cavalos. Gostei tanto que para mim aqueles 60 minutos passaram voando.
Quatro rodas: tração 4×4 permite aventuras entre a mata sem dor de cabeçaSamuel Amaral/Arquivo pessoal
Hora do almoço
O cardápio do Magic City atira para vários lados. Espalhados pelo complexo, há quiosques e restaurantes que vendem hambúrgueres, prato feito, espetinhos, massas, café, hot dog, pastel, doces, chope e drinks. Os pontos de alimentação aceitam cartões de débito e crédito. Caso leve dinheiro, é preciso adquirir um cartão de consumo em pontos de recarga.
Só mais um pouquinho…
Um dia pode não ser o suficiente para curtir todo o parque. Então, quando os pequenos disserem “só mais um pouquinho…”, é bom saber que há hospedagens no Magic – e elas são de 4 estilos diferentes. As reservas são feitas pelo site oficial e há opções com café da manhã ou meia pensão.
As Eko Suítes, contêineres adaptados, são mais em conta. Pensados para até 4 pessoas, os quartos com ar-condicionado, frigobar e copa saem a partir de R$ 612,8 a diária no fim de semana para 4 hóspedes (2 adultos e 2 crianças).
Pioneira nas hospedagens dentro do parque, a Pousada Magic City tem paredes de tijolinho e 64 apartamentos que acomodam até 5 pessoas. Uma diária no fim de semana sai por R$ 902,4 para 5 hóspedes (2 adultos e 3 crianças).
Casais podem investir no chalé Sublime, com direito a banheira e cama queen. A hospedagem fica no topo de um morro, de onde é possível avistar o nascer do sol. As diárias aos finais de semana saem a partir de R$ 1566 para 2 pessoas.
Vila Viking
Quem se hospeda no Magic City ganha acesso à Vila Viking, uma área muito bem montada com piscinas aquecidas onde acontecem gincanas e atividades com monitores. Um bar molhado é convidativo para um chope gelado e para petiscar na beira da piscina.
Parte da área é coberta, onde ocorrem eventos à noite. Quando fui, houve a “Magic Balada”, com DJ tocando hits dançantes para toda a família. Embora o parque feche às 17h, a Vila Viking segue aberta até as 22h.
Como chegar
O Magic City fica em Suzano, a 60km do centro de São Paulo. O acesso é pela Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), na altura do km 58,5. Estacionamento a partir de R$35 a diária se comprado online (R$50 no local).
De transporte público, a melhor rota é pela linha 11–Coral da CPTM até a Estação Suzano e, depois, ônibus municipais (linhas 12 ou 15 – Palmeiras–Duchen), que param em frente ao parque.
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