Meta: funcionários protestam contra software de rastreamento em escritórios dos EUA

Funcionários da Meta distribuíram panfletos em múltiplos escritórios dos Estados Unidos nesta terça-feira (12) para protestar contra a recente instalação de software de rastreamento de movimentos do mouse em seus computadores, segundo a Reuters.

Os folhetos, que apareceram em salas de reunião, máquinas de venda automática e sobre dispensadores de papel higiênico nos escritórios, encorajavam funcionários a assinarem uma petição online contra a medida.

“Não quer trabalhar na Fábrica de Extração de Dados dos Funcionários?”, perguntavam os panfletos, de acordo com as fotos vistas pela Reuters.

O momento não poderia ser pior: a big tech marcou, para 20 de maio, mais um desligamento de funcionários. Ao todo, 10% da carga total (cerca de oito mil pessoas) serão demitidas.

Resposta da Meta

O porta-voz da Meta, Andy Stone, questionado sobre o assunto, rememorou um comentário anterior que a empresa havia emitido sobre a tecnologia de rastreamento de mouse.

“Se estamos construindo agentes para ajudar pessoas a completar tarefas diárias usando computadores, nossos modelos precisam de exemplos reais de como as pessoas realmente os usam — coisas como movimentos do mouse, cliques em botões e navegação em menus suspensos”, disse a empresa.

Os panfletos e a petição, citando a Lei Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA, afirmaram: “Os trabalhadores são legalmente protegidos quando escolhem se organizar para melhorar as condições de trabalho.”

Big tech também enfrenta protestos no Reino Unido, segundo agência – Imagem: Novikov Aleksey/Shutterstock

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Reino Unido

No Reino Unido, um grupo de funcionários da Meta começou uma campanha de sindicalização com o United Tech and Allied Workers (UTAW), filial do Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação;

Eles criaram um site para recrutar membros;

“Os funcionários da Meta estão pagando o preço pelas apostas imprudentes e caras da administração. Enquanto os executivos perseguem estratégias especulativas de IA, os funcionários enfrentam cortes de empregos devastadores, vigilância draconiana e a cruel realidade de serem forçados a treinar os sistemas ineficientes que estão sendo planejados para substituí-los”, disse Eleanor Payne, organizadora da UTAW.

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