Estados Unidos dizem que BYD colabora com militares na China; entenda

Na última segunda-feira (08), o Departamento de Guerra dos Estados Unidos (mais conhecido como Pentágono) atualizou sua lista de empresas que supostamente colaboram com militares chineses, totalizando agora 188 companhias. A nova versão incorpora importantes nomes do setor de tecnologia, como Baidu, BYD, Alibaba e várias outras.

A lista também passou a incluir as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, as empresas de semicondutores CXMT e YMTC, a companhia de biotecnologia WuXi AppTec e a Baicells, fabricante de equipamentos de telecomunicações.

Para quem tem pressa:

O governo dos Estados Unidos ampliou uma lista de empresas chinesas que considera ligadas ao setor militar do país, incluindo gigantes de tecnologia, comércio eletrônico e veículos elétricos;

A atualização pode trazer impactos comerciais relevantes para as companhias citadas, especialmente em suas relações com órgãos do governo americano;

A medida foi anunciada em um momento de persistentes tensões entre Washington e Pequim, e as empresas envolvidas já começaram a contestar a decisão.

Consequências práticas desta decisão

Crédito: Christopher Lyzcen/Shutterstock

A partir do final de junho de 2026, o Departamento de Guerra americano não poderá contratar diretamente dessas empresas devido a uma lei recente. A partir de 2027, o órgão também ficará proibido de adquirir produtos e serviços dessas companhias através de terceiros.

Embora o documento não imponha sanções formais, as empresas listadas podem sofrer danos concretos em seus negócios. A inclusão também envia uma mensagem negativa para fornecedores do governo americano sobre essas companhias.

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Reações das empresas citadas na lista

Empresa muda foco quando o assunto é IA (Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock) – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

As empresas citadas contestaram a decisão do governo americano, segundo posicionamentos publicados pela Reuters. A BYD afirmou que sua inclusão na lista carece de fundamento factual, enquanto o Alibaba declarou que não há base para sua classificação como empresa militar chinesa e informou que adotará medidas legais para contestá-la.

A WuXi AppTec também considerou a decisão equivocada e anunciou que tomará providências para reverter a designação. Já a Baidu rejeitou categoricamente sua inclusão, classificando as alegações como totalmente infundadas e afirmando que utilizará todos os recursos disponíveis para ser retirada da lista.

E qual a posição da China quanto a estas alegações?

Em nota à Reuters, a Embaixada da China nos Estados Unidos manifestou oposição à “criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas“, afirmando que essas companhias cumprem leis e regulações locais. O governo chinês solicitou que os EUA cessem essa prática e criem um ambiente justo para empresas chinesas.

Entendendo o contexto diplomático

A decisão foi anunciada menos de um mês após o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim. O encontro teve troca de elogios, mas terminou com impasses em temas sensíveis como Taiwan, considerado pela China como parte de seu território.

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