Nova atração para crianças em São Paulo mistura cenários interativos e iluminados

O Festival Brilha Sonhos, atração que ocupa o Parque Villa-Lobos, em São Paulo, pode ser uma boa opção de passeio para famílias com crianças – e fica em cartaz até o fim de julho, período que coincide com as férias escolares.

Realizado ao ar livre, o evento convida o público a caminhar por um trajeto iluminado que mistura cenários e intervenções artísticas. O percurso noturno acontece em meio ao bosque do parque e pode ser percorrido no ritmo dos visitantes, mas costuma levar cerca de 1h30 para ser concluído.

Um passeio entre luzes e criaturas

As luzes vistas à distância já denunciam que há algo diferente acontecendo no parque. O acesso é bem sinalizado a partir do Portão 3, com setas indicando o caminho até a atração.

Quem pretende percorrer o trajeto com mais tranquilidade tem chances de encontrar o local mais vazio nos primeiros horários da noite, às 18h e 18h30. Por isso, vale garantir o ingresso com antecedência.

A entrada da atração antecipa a atmosfera lúdicaCecília Carrilho/Arquivo pessoal

A jornada começa após apresentar o ingresso e atravessar um portal iluminado. Cercados por fumaça e trilha sonora ambiente, os visitantes são recebidos por nuvens, luas, estrelas e carneirinhos suspensos entre os galhos das árvores. Os elementos ajudam a criar a sensação de que estamos adormecendo, e já já adentraremos nossos sonhos.

referências ao sono aparecem logo após a entrada do Brilha SonhosCecília Carrilho/Arquivo pessoal

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Nesse espaço inicial também são oferecidas pinturas faciais que brilham no escuro. Os valores variam entre R$ 20 para desenhos nas mãos, R$ 30 para meio rosto e R$ 40 para a pintura facial completa.

Ao longo do caminho, árvores com olhos grandões, cogumelos reluzentes, túneis de luz e diferentes personagens surgem entre a vegetação.

Os cogumelos reluzentes estão entre os elementos cenográficosCecília Carrilho/Arquivo pessoal

Os artistas caracterizados interagem com o público frequentemente. Alguns parecem ter saído de livros infantis; outros lembram figuras de sonhos estranhos. Entre eles, estão personagens com figurinos que remetem a anjos e coelhos, movendo-se com uma leveza coreografada. Mais adiante, uma figura de pernas longuíssimas parece flutuar enquanto conversa com os visitantes em tom bem-humorado e voz fina.

Performers com figurinos inspirados em criaturas fantásticas aparecem em diferentes pontos do trajetoCecília Carrilho/Arquivo pessoal

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Embora a cenografia seja o principal elemento do passeio, os performers ajudam a criar momentos de interação que acabam se tornando alguns dos trechos mais divertidos da visita.

Instalações interativas

Apesar de atrair visitantes de todas as idades, o Brilha Sonhos parece funcionar melhor para famílias com crianças. Isso fica especialmente evidente nas áreas interativas.

A parte mais movimentada do percurso são os pisos iluminados, que reagem aos movimentos dos visitantes. Conforme as pessoas caminham ou pulam, os círculos no chão acendem em diferentes cores e tocam uma nota musical, lembrando um videogame em tamanho real. As crianças tomam conta do espaço, transformando a instalação em pega-pega ou qualquer outra brincadeira que a imaginação permitir.

Luzes se espalham pelo chão conforme os visitantes percorrem a instalação interativaCecília Carrilho/Arquivo pessoal

Ao todo, o festival reúne 17 ambientes distribuídos por uma área superior a 20 mil metros quadrados. Entre os cenários, estão instalações fluorescentes e espaços que estimulam diferentes sentidos por meio de sons, cores e movimento. Durante a visita, funcionários orientavam constantemente o público a continuar caminhando e não retornar aos ambientes já visitados.

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Corredor formado por troncos vibrantes compõe o percursoCecília Carrilho/Arquivo pessoal

Uma pausa para comer

Em determinado momento, o trajeto leva até uma praça de alimentação. O espaço funciona como um intervalo entre as instalações e reúne mesas, áreas de descanso e opções como crepes, churros, fondue, pipoca, lanches e bebidas. Os preços são salgados: gastei R$ 32 num crepe simples.

Mesas espalhadas sob as luzes convidam os visitantes a descansar e comerCecília Carrilho/Arquivo pessoal

O local também tem lojinha com pelúcias e varinhas ou espadas que brilham. Depois da parada, o percurso continua por novos cenários iluminados.

Vagalumes luminosos e o caminho de volta à realidade

A trilha sonora divide espaço com mensagens gravadas. As frases tentam conduzir a jornada, com reflexões sobre imaginação e descanso. Em alguns momentos, ajudam a criar atmosfera; em outros, acabam interrompendo a contemplação das próprias instalações.

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Entre os trechos mais bonitos visualmente, está um jardim iluminado que simula um campo de vagalumes. Pequenos pontos de luz que parecem brotar do chão criam um efeito delicado, enquanto flores interativas se abrem quando os visitantes se aproximam.

Pequenos pontos de luz espalhados pelo chão criam a impressão de um campo tomado por vagalumesCecília Carrilho/Arquivo pessoal

Mais adiante, o trajeto passa por uma área inspirada em pesadelos, com iluminação escura e personagens de estética mais fantasiosa.

A despedida acontece de forma gradual. O caminho volta a ficar colorido, com um corredor formado por luzes arco-íris e pequenas cabines para fotos. Entre as últimas instalações, projeções de rostos humanos misturam elementos tecnológicos, formas da natureza e galáxias em movimento.

Estruturas luminosas em diferentes cores conduzem os visitantes rumo à saídaCecília Carrilho/Arquivo pessoal

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Pouco depois, surge o portal de saída. Mais discreto que o da entrada, ele marca o fim da experiência e devolve os visitantes ao Parque Villa-Lobos.

Uma despedida discretaCecília Carrilho/Arquivo pessoal

 

Vale ficar de olho na previsão do tempo

Como o percurso acontece totalmente ao ar livre, o clima pode influenciar a experiência. A organização informa que o evento segue normalmente em caso de chuva leve, mas sessões podem ser canceladas e remarcadas caso as condições climáticas representem riscos à segurança dos visitantes.

Serviço

Onde? Parque Villa-Lobos – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros, São Paulo (SP)

Quando? Ingressos disponíveis até 31 de julho, de quinta-feira a domingo. Das 18h às 22h.

Quanto? A partir de R$ 60. Crianças menores de 2 anos não pagam. Ingressos pelo site da Fever.

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