Bezos cria Prometheus: startup de IA para desenvolver “engenheiro artificial geral”

Jeff Bezos lançou nesta quarta-feira (11) a Prometheus, startup de inteligência artificial focada em engenharia física. O objetivo é criar ferramentas que reduzam drasticamente o tempo de projeto e fabricação de produtos complexos, como motores a jato e foguetes.

A empresa tem cerca de 150 funcionários em escritórios em San Francisco, Londres e Zurique. Bezos divide o cargo de CEO com Vik Bajaj, ex-Google.

O que é um “engenheiro geral artificial”

A Prometheus não busca criar uma IA genérica. O conceito central é o que Bezos chama de “engenheiro geral artificial” – um sistema voltado exclusivamente para projetar e fabricar produtos físicos.

“Toda riqueza social é impulsionada pela invenção”, disse Bezos ao New York Times. “O que a Prometheus busca é oferecer ferramentas que aceleram drasticamente esse ciclo.”

Dez anos para um motor a jato

Hoje, empresas levam até uma década para projetar e fabricar um novo motor a jato. A Prometheus quer reduzir esse tempo de forma significativa.

“Projetar algo tão complexo exige mil mentes humanas trabalhando juntas”, disse Bajaj ao NYT. “Mas elas usam ferramentas que não mudaram por décadas.”

Fundo de US$ 100 bilhões

Em paralelo, a empresa negocia a criação de um fundo de investimento de US$ 100 bilhões, segundo o Wall Street Journal. O capital seria usado para adquirir empresas industriais e aplicar a tecnologia da Prometheus em suas operações.

A Blue Origin, empresa de foguetes de Bezos, está entre as potenciais beneficiárias. David Limp, ex-Amazon e atual CEO da Blue Origin, integra o conselho da Prometheus.

Bezos contra o pessimismo sobre empregos

Bezos rebateu o temor de que a IA elimine postos de trabalho. Para ele, a tecnologia vai gerar uma escassez de mão de obra – o oposto do que grande parte do público teme.

Mesmo reduzindo em dez vezes o número de trabalhadores necessários por função, a IA criaria mais de dez vezes mais oportunidades, argumentou ao WSJ.

Quem é Vik Bajaj

O co-CEO é físico e químico de formação. Trabalhou com Sergey Brin no Google X e ajudou a fundar a Verily, divisão de ciências da vida do Alphabet, em 2015. É professor adjunto na Escola de Medicina de Stanford.

A Prometheus foi fundada no final de 2024. A avaliação da empresa diverge entre as fontes: o NYT aponta US$ 29 bilhões; o WSJ, US$ 41 bilhões.

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