A Check Point Software identificou uma infraestrutura de ataques cibernéticos voltada à Copa do Mundo da FIFA 2026, que começa em 11 de junho e será realizada em 16 cidades da América do Norte.
O alerta é claro: criminosos já se movimentam para explorar finanças, transporte, hotelaria e apostas, setores diretamente ligados ao evento e ao grande fluxo de dinheiro esperado.
Ataques já estão sendo preparados antes do torneio
Levantamento afirma que o cenário de ameaças digitais ligado à Copa do Mundo de 2026 já está ativo antes mesmo do início da competição. Cibercriminosos, segundo a empresa, não aguardam o evento começar. Eles constroem com antecedência toda a estrutura necessária para aproveitar o pico de atenção global.
A análise mostra que o ecossistema de ameaças em torno da Copa do Mundo já está ativo e altamente coordenado. Os atacantes não estão esperando o início do torneio; eles construíram antecipadamente a infraestrutura necessária para explorar justamente os momentos em que a confiança, a urgência e a atenção global atingem seu pico.
Manasa Pisipati, analista de Inteligência de Ameaças Cibernéticas da equipe Check Point Exposure Management, em nota.
E o ponto central, segundo os pesquisadores, é justamente esse: o timing dos ataques é planejado para momentos de maior vulnerabilidade digital.
Setores mais visados: dinheiro, viagens e hospedagem
O ambiente financeiro continua sendo o principal alvo quando o assunto é grande evento esportivo. A combinação de compras internacionais, urgência por ingressos e plataformas desconhecidas abre espaço para golpes e engenharia social.
Na prática, os ataques mais comuns incluem:
Fraudes com criptomoedas ligadas ao torneio
Golpes envolvendo cartões de pagamento
Ingressos e reservas de hospedagem falsos
Ataques de comprometimento de e-mail corporativo (BEC)
Domínios fraudulentos voltados a apostas online
Segundo o levantamento, mais de um terço dos parceiros oficiais apresenta falhas na autenticação de e-mail, o que facilita tentativas de falsificação de domínio e ataques direcionados.
Histórico de ataques em eventos globais acende alerta
Esse tipo de ameaça não é novidade em grandes competições esportivas. Pelo contrário, o histórico recente mostra que esses eventos já foram alvos recorrentes de ataques cibernéticos sofisticados.
Em 2014, durante a Copa do Mundo no Brasil, ataques DDoS atingiram o site oficial do torneio e patrocinadores. Em 2018, os Jogos Olímpicos de Inverno foram impactados pelo malware Olympic Destroyer. Já em 2022, no Catar, sistemas de telecomunicações também foram comprometidos.
Esses casos ajudam a reforçar uma leitura simples: eventos globais viram alvo porque concentram atenção, dinheiro e infraestrutura crítica ao mesmo tempo.
E isso amplia o risco.
Preparação antecipada é o principal desafio
O que chama a atenção neste cenário é o nível de antecipação dos ataques. Segundo a Check Point, domínios falsos já foram registrados e estruturas de ataque estão prontas para serem ativadas no momento certo.
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Por isso, especialistas defendem que a proteção precisa começar antes do evento, não durante ele. Monitoramento de exposição digital, detecção de fraudes e análise de atividades suspeitas fazem parte desse processo.
No fim, a lógica é direta: quanto maior o evento, maior o interesse dos criminosos. E a Copa do Mundo de 2026 já entrou no radar deles.
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