Asteroid Day e as evidências no Brasil do impacto que dizimou os dinossauros

Uma descoberta recente em Paulista, na região metropolitana de Pernambuco, trouxe novos detalhes sobre um dos eventos mais marcantes da história da Terra: o impacto do asteroide que levou à extinção dos dinossauros. No município, pesquisadores identificaram um afloramento da chamada camada K-Pg, uma formação geológica considerada uma das principais evidências da colisão que ocorreu há cerca de 66 milhões de anos.

A camada K-Pg está presente em diversas partes do mundo e marca a transição entre o período Cretáceo e o Paleógeno. O que chama a atenção dos cientistas é sua composição incomum. Nela, são encontradas grandes quantidades de cálcio, microfósseis marinhos e concentrações elevadas de irídio, um metal raro na superfície terrestre, mas abundante em meteoritos.

Registro geológico do limite K-Pg na Mina Poty: camadas que revelam a história da Terra e o evento que marcou o fim da era dos dinossauros. – Crédito: Votorantim Cimentos / Divulgação

Foi justamente a presença desse material que ajudou pesquisadores a concluir que um enorme asteroide atingiu o planeta no fim do Cretáceo. A descoberta revolucionou a compreensão sobre a extinção em massa que eliminou grande parte da vida na Terra, incluindo todos os dinossauros não aviários.

O que a geologia revela sobre o fim dos dinossauros

Reconhecendo a importância científica do local, o afloramento encontrado em Paulista foi transformado em um parque geológico. O espaço recebeu o nome de Geossítio K-Pg Mina Poty e se tornou um dos poucos lugares do Brasil onde é possível observar diretamente os registros desse capítulo decisivo da história do planeta.

O nome do geossítio faz referência ao Limite K-Pg, que separa duas eras geológicas e está associado ao impacto de um asteroide com mais de 10 quilômetros de diâmetro. A colisão ocorreu na região que hoje corresponde ao Golfo do México e desencadeou mudanças ambientais globais em um curto intervalo de tempo.

Os efeitos foram devastadores. Estimativas indicam que entre 64% e 85% das espécies marinhas e terrestres desapareceram após o impacto. Alterações climáticas severas, incêndios e mudanças nos ecossistemas transformaram profundamente a vida no planeta.

Além das evidências do impacto, o geossítio também guarda importantes fósseis. Entre eles estão registros de crocodilos e tartarugas que viveram no litoral do Nordeste brasileiro milhões de anos após a extinção dos dinossauros.

Para explicar a importância dessa descoberta e esclarecer as principais dúvidas do público, o Olhar Espacial desta sexta-feira (12) recebe dois especialistas para uma conversa sobre o Asteroid Day, a camada K-Pg e as marcas deixadas no Brasil por um dos maiores eventos da história da Terra.

Ary Martins, divulgador científico fundador do grupo astronômico Plêiades do Sul, é um dos convidados do Olhar Espacial desta sexta-feira (12). – Crédito: Arquivo Pessoal

Um dos convidados é Ary Martins, fundador e diretor do Clube de Astronomia Plêiades do Sul, que se descreve como “astrônomo e cosmólogo autodidata, professor de guitarra/violão, divulgador científico e filósofo”. 

O doutor em físico-química Hércules Abie estará no Olhar Espacial desta sexta-feira (12). – Crédito: Arquivo Pessoal

Também estará presente Hércules Abie, licenciado em Química pelo Instituto Federal Farroupilha, mestre e doutor em Físico-Química pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ele atua em pesquisas sobre elementos terras raras, nanotubos de carbono, grafeno e materiais adsorventes. Atualmente estuda a recuperação de terras raras e mecanismos de adsorção (processo em que átomos, moléculas ou íons de uma substância ficam retidos na superfície de outro material) com computação quântica.

Leia mais:

Como teria sido viver o apocalipse causado pelo asteroide que exterminou os dinossauros

Vantagem genética ajudou plantas a sobreviver ao asteroide que matou os dinossauros

O asteroide e os dinossauros: a dupla que revelou o maior mistério da pré-história

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTubeFacebookInstagramX (antigo Twitter)LinkedIn e TikTok.

O post Asteroid Day e as evidências no Brasil do impacto que dizimou os dinossauros apareceu primeiro em Olhar Digital.