Na última terça-feira (16), a empresa francesa Genesis AI apresentou o Eno, um novo robô desenvolvido com apoio do ex-CEO do Google, Eric Schmidt. O projeto surge no cenário de avanço da robótica aplicada à inteligência artificial e propõe uma abordagem distinta dos modelos tradicionais.
O equipamento foi concebido para atuar como uma máquina de uso geral, priorizando funções e capacidades humanas em vez de uma aparência humana. A iniciativa também marca a aposta da companhia em aplicações industriais e de serviços.
Segundo a startup, a ideia central é abandonar a exigência de forma humanoide completa, preservando apenas elementos funcionais essenciais para interação com objetos do cotidiano.
Um robô sem forma humana como padrão clássico
A Genesis AI estruturou o Eno com um design que foge do modelo tradicional de robôs que imitam o corpo humano. A máquina pode operar sobre base com rodas e não depende de pernas ou cabeça para desempenhar suas funções.
Mesmo com essa abordagem, o sistema mantém mãos projetadas para reproduzir com precisão a estrutura e a função das mãos humanas, permitindo o uso de ferramentas já existentes em ambientes de trabalho e pesquisa.
De acordo com a empresa, o objetivo é criar uma solução versátil capaz de se adaptar a diferentes tarefas, indo além de máquinas especializadas em atividades únicas.
Aplicações previstas e cronograma de implantação
A Genesis AI informou que pretende iniciar a produção e os primeiros testes com clientes até o final de 2026. A fase inicial deve abranger setores como manufatura, laboratórios e logística.
Em etapas posteriores, a tecnologia também deve alcançar hospitais, hotéis e, eventualmente, consumidores finais. A empresa ainda estuda diferentes configurações do equipamento para ampliar seus usos.
O desenvolvimento conta com apoio do ex-executivo do Google, Eric Schmidt, figura ligada ao setor de tecnologia e investimentos em inteligência artificial.
O post O futuro dos robôs humanoides pode ser menos… humano apareceu primeiro em Olhar Digital.




