Conforme noticiado pelo Olhar Digital, nesta quarta-feira (17) a Lua esteve em conjunção com Vênus, chegando a provocar um “eclipse” do planeta para alguns observadores – veja imagens aqui. No mesmo cenário, Júpiter e Mercúrio também estavam visíveis, completando uma espécie de minidesfile planetário no céu.
Se você perdeu esse espetáculo, não se preocupe – esta noite, tem mais! Esses corpos celestes continuam aparecendo próximos uns dos outros porque suas posições no céu mudam muito pouco ao longo de apenas alguns dias.
Configuração do céu na noite de quinta-feira (18), para observadores em São Paulo. – Créito: Stellarium
Como ver o “minidesfile” de planetas
Do ponto de vista de um observador em São Paulo, eles começam a aparecer logo após o pôr do Sol, no sentido noroeste. Com o avanço da noite, o céu vai escurecendo e a visualização fica mais fácil. O primeiro a sumir no horizonte é Mercúrio, por volta das 19h. Em seguida, Júpiter se põe pouco antes das 20h, seguido pela Lua junto com Vênus.
A Lua estará em magnitude de -10.3, a de Mercúrio será de 0.8, a de Júpiter -1.8 e a de Vênus -4.0. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o objeto mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
O quarteto não estará próximo o bastante para caber ao mesmo tempo dentro do campo de visão de um telescópio, mas será visível a olho nu ou com um par de binóculos.
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É possível ver a luz cinérea da Lua
Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, além da presença desses três planetas no céu, a fase atual da Lua favorece a observação da luz cinérea – que aparece na foto abaixo, registrada pelo especialista.
“A luz cinérea é o brilho fraco que a gente pode observar no lado não iluminado da Lua quando ela se encontra próxima à sua fase nova”, explica Zurita. “E aí vale destacar a impressão que a astronauta Christina Koch passou durante a missão Artemis 2, que ela falou do brilho intenso da Terra quando vista da Lua. Quando a Lua está na fase nova, ou próxima dela, é que a Terra está mais iluminada para quem vê da Lua. Então, justamente esse brilho intenso da Terra, quando ela está iluminada pelo Sol, é que acaba iluminando o lado escuro da Lua nessa fase em que ela se encontra nesse momento. E aí é interessante a gente observar esse brilho quando ela está nesta fase, como um fino crescente no céu”.
Então, continuem de olho no céu para ver (ou rever) o “minidesfile” planetário perto da Lua.
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