A meningite pode atingir pessoas de qualquer idade, embora muita gente associe a doença à infância. Ela provoca uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ter diferentes causas, entre elas vírus, bactérias, fungos e fatores não infecciosos.
A vacinação é a principal forma de prevenir a meningite bacteriana, que preocupa pela rápida evolução e pelo risco de complicações graves. E há um detalhe que pode passar despercebido na caderneta: nem todo imunizante que oferece essa proteção leva o nome da doença.
Segundo Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, vacinas como BCG e hexavalente também ajudam nessa prevenção. Cada uma atua contra agentes específicos. Por isso, a proteção depende das doses indicadas para a idade e das condições de saúde de cada pessoa.
Quais vacinas ajudam a prevenir a meningite?
Não existe uma vacina única contra todas as causas da doença. Entre as opções citadas pelo médico, seis ajudam a proteger contra diferentes bactérias:
Meningocócica B: protege contra o meningococo do sorogrupo B. Tem indicação para bebês, crianças, adolescentes e adultos com maior risco de exposição. O esquema varia conforme a idade. Está disponível exclusivamente na rede privada.
Meningocócica ACWY: abrange os sorogrupos A, C, W e Y. Recomendada para crianças, adolescentes, adultos, idosos, viajantes e pessoas com fatores de risco. Na rede privada, a aplicação pode começar nos primeiros meses de vida, conforme orientação médica.
Pneumocócica 15: protege contra 15 sorotipos do pneumococo, bactéria que também pode causar meningite. Tem indicação para crianças a partir de seis semanas de vida, adultos e idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas ou imunidade comprometida.
Pneumocócica 20: cobre 20 sorotipos do pneumococo. Entre os públicos destacados pelo especialista estão adultos e idosos, sobretudo pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias ou outras condições crônicas.
BCG: aplicada logo após o nascimento, protege contra formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa. Essa proteção tem importância principalmente nos primeiros anos de vida.
Hexavalente: indicada para bebês a partir dos 2 meses, reúne proteção contra seis doenças. Seu componente contra o Haemophilus influenzae tipo b, conhecido como Hib, ajuda a prevenir infecções que podem atingir as meninges.
6 vacinas que ajudam a proteger contra a meningite em diferentes fases da vida – Crédito: FreePik
Quem precisa de mais atenção à prevenção?
Bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida apresentam maior risco, segundo o médico. Isso torna a revisão da caderneta importante em diferentes fases da vida, inclusive para quem já passou da infância há bastante tempo.
A vacinação precisa acompanhar essas necessidades. Na consulta ou na unidade de saúde, vale apresentar o histórico de doses e informar doenças e tratamentos em andamento. Essas informações ajudam a equipe a avaliar a proteção necessária.
Quais sintomas exigem atendimento imediato?
Febre alta, dor de cabeça intensa e rigidez na nuca estão entre os sinais de alerta. Náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, sonolência e confusão também podem aparecer. Diante da suspeita, a orientação é procurar atendimento imediatamente.
Nos bebês, irritabilidade, dificuldade para se alimentar, vômitos e pouca resposta a estímulos também merecem atenção.
Reconhecer mudanças no estado de saúde e buscar ajuda sem demora faz diferença. Como reforça Argenta, o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para reduzir o risco de complicações.
Resumo: A meningite bacteriana pode evoluir rapidamente e exige atendimento imediato diante da suspeita. Diferentes vacinas protegem contra bactérias causadoras da doença. Bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida precisam de atenção especial.
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