Por que Gdansk é conhecida como a Capital Europeia do Âmbar

Situada no norte da Polônia, na região da Pomerânia, Gdansk é uma histórica cidade portuária que carrega um título curioso: o de Capital Europeia do Âmbar, em referência à resina fóssil que se tornou um dos grandes símbolos turísticos e econômicos da região.

Para aqueles que não estão lembrados, o âmbar, uma resina vegetal fossilizada ao longo de milhões de anos, foi cristalizado no imaginário popular por sua marcante participação em Jurassic Park. Em uma das passagens mais conhecidas do blockbuster, a resina aparece como peça fundamental para explicar como o material genético de dinossauros teria sido preservado no interior de mosquitos fossilizados.

Gdansk fica a cerca de 340 quilômetros a noroeste de Varsóvia, capital polonesa, e a 50 quilômetros a leste da fronteira com a Alemanha. Com quase meio milhão de habitantes, a cidade ainda oferece, para os amantes de história, rastros das invasões ocorridas no território durante a Segunda Guerra Mundial.

O destino é uma joia rara do país e uma alternativa para fugir do óbvio num roteiro turístico que abarque a Europa Central. A seguir, descubra quatro lugar imperdíveis para visitar na Capital do Âmbar.

O Mercado Longo e a Rua Longa

O Mercado Longo de GdanskBybbisch94/Wikimedia Commons

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Tanto o Mercado Longo – em polonês, Długi Targ – quanto a Rua Longa – conhecida como Ulica Długa – ficam no coração da zona histórica de Gdansk. A região é ladeada por edifícios ornamentados, com decorações douradas e gárgulas.

É um lugar ideal para caminhar sem pressa: por ali, é possível apreciar os detalhes arquitetônicos e visitar construções históricas deslumbrantes, como a Casa Dourada e a Corte de Artus, antigo ponto de encontro de comerciantes e integrantes da elite local. Por ali também fica a icônica Fonte de Netuno, uma estátua de bronze do deus romano dos mares produzida no século 17 e que se tornou um dos principais cartões-postais do município.

Corte de Artus é um dos cartões postais na região central de GdanskGyddanyzc/Wikimedia Commons

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E, como era de se esperar, o âmbar está por toda a parte no Mercado Longo. Lojas, joalherias e banquinhas de artesanato vendem a resina fóssil nos mais variados formatos: de pequenas lembranças da cidade, a peças elaboradas de joalheria.

Basílica de Santa Maria

A Basílica de Santa Maria, em GdanskMarcin Daddy/Wikimedia Commons

Ainda seguindo a estética gótica – que marca boa parte do centro histórico de lá -, a Basílica de Santa Maria é uma obra monumental que domina a paisagem urbana de Gdansk. Reconhecida como uma das maiores igrejas de tijolos do mundo, ela impressiona tanto pelas enormes dimensões, quanto pela capacidade de receber milhares de fiéis.

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Uma passada rápida pelo interior da Basílica já revela uma estrutura impressionante: sustentada por colunas esguias e coberta por imponentes abóbadas, a igreja possui dezenas de capelas laterais e abriga objetos de grande valor religioso. Entre seus principais destaques está o impressionante relógio astronômico do século 15, uma relíquia da engenharia mecânica medieval.

Ainda, quem estiver disposto a um esforço extra também pode enfrentar a subida de 405 degraus até o alto da torre da basílica. No topo, a recompensa é uma ampla vista panorâmica de Gdansk, com diferentes pontos da cidade se estendendo no horizonte.

Rua Mariacka

Comércio na rua Mariacka, em GdanskBybbisch94/Wikimedia Commons

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A arquitetura da capital do âmbar é um encanto à parte: como a cidade foi reconstruída em larga escala após a Segunda Guerra Mundial, o centro histórico apresenta uma combinação inusitada de influências arquitetônicas polonesas, alemãs e até flamengas. A Rua Mariacka, então, surge como uma das opções mais procuradas por viajantes para observar essa mistura.

Com cerca de 200 metros de extensão, essa pitoresca via é responsável por conectar o Portão de Mariacka à Basílica de Santa Maria, conservando uma atmosfera que remete à Gdansk dos tempos medievais. Entre seus elementos mais característicos estão os chamados de “perrons”, plataformas de pedra que se situam diante dos edifícios, muitas delas decoradas com gárgulas em formato de cabeças de leão ou criaturas mitológicas.

Muitas construções da rua abrigam oficinas, ateliês e lojas especializadas em âmbar – é claro. É possível observar artesãos trabalhando na resina e comprar peças produzidas na própria região. Além disso, a cereja do bolo chega ao entardecer, momento em que os históricos lampiões são acesos, gerando a sensação de caminhar por uma pequena rua medieval intocada.

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