SUS oferece consultas, exames e vacinação gratuitos para viajantes

Ao conhecer novos destinos e culturas – seja dentro do próprio território brasileiro ou no exterior – não é incomum que o viajante sinta os impactos do deslocamento. Mudanças de clima, alimentação e exposição a diferentes cenários epidemiológicos são alguns dos fatores que podem afetar a saúde durante uma viagem.

Para ajudar na prevenção desses problemas, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um programa que nem todos conhecem: é o Saúde do Viajante – serviço disponibilizado em todo o país, de forma gratuita.

A importância desse programa está justamente no foco em uma medicina preventiva: além da aplicação de vacinas, o atendimento busca reduzir o risco de problemas de saúde durante a viagem, sobretudo quando a pessoa está longe de casa. Em deslocamentos internacionais, a iniciativa também contribui para que se evite a introdução e a disseminação de doenças infecciosas em solo nacional.

A seguir, conheça mais sobre o Saúde do Viajante e saiba onde o serviço está disponível.

O programa do SUS para viajantes

O programa Saúde do Viajante é um serviço gratuito direcionado a cidadãos que têm viagens marcadas, seja para outras regiões do Brasil ou para o exterior. Para receber a consulta, o SUS orienta que é preciso buscar o atendimento com 30 dias de antecedência ou entre 4 e 8 semanas antes do embarque.

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É importante que haja esse intervalo para garantir o tempo necessário à resposta imunológica das vacinas – como é o caso do imunizante contra a febre amarela, que deve ser tomado pelo menos 10 dias antes do voo. O agendamento varia conforme a unidade, mas, em geral, pode ser realizado por e-mail, WhatsApp, telefone, formulários on-line ou presencialmente.

Assim, durante a consulta, o profissional de saúde irá avaliar o itinerário da viagem, além de indicar e aplicar vacinas oferecidas pelo SUS conforme o destino, como as específicas para febre amarela, sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano e raiva.

O médico também pode orientar sobre a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela, e prescrever medicamentos ou recomendar a montagem de um kit de primeiros socorros, caso necessário.

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No encontro, são ainda repassadas instruções sobre lavagem das mãos, hábitos alimentares seguros, cuidados em turismo rural, segurança em veículos e transporte adequado de medicamentos com receita médica.

Lugares do Brasil para atendimento

O atendimento especializado está distribuído por uma série de capitais e regiões do país e funciona, geralmente, em hospitais universitários, institutos de infectologia e centros de vigilância. De maneira geral, é importante ficar atento aos horários de funcionamento e os documentos requeridos em cada local – como documento de identidade, CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência.

No Rio de Janeiro, por exemplo, é possível encontrar o serviço na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, e no Centro de Informação em Saúde para Viajantes (CIVES) da UFRJ.

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Em São Paulo, o atendimento está disponível no Ambulatório de Medicina de Viagem do Hospital das Clínicas da FMUSP, no Núcleo do Viajante do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e no Ambulatório do Viajante da UNIFESP, além do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto. Já no Distrito Federal, em Brasília, o serviço é oferecido pelo Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

No caso de Recife, o viajante pode procurar o Centro de Orientação ao Viajante (COV) da Policlínica Lessa de Andrade, no bairro Madalena. E na Bahia, em Salvador, há o Centro de Orientação do Viajante da UFBA, localizado no Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos.

Em Manaus, o atendimento é realizado pelo Centro de Orientações ao Viajante (COV) da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, além do posto da Anvisa no Aeroporto de Manaus.

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Também há atendimento em Minas Gerais, no Espírito Santo, em Goiás, no Ceará, na Paraíba, no Pará, no Paraná e em Santa Catarina, com serviços localizados, respectivamente, em Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Fortaleza, João Pessoa, Belém, Curitiba e Florianópolis.

Nas localidades restantes, onde não há ambulatórios exclusivos (como é o caso de Porto Alegre, por exemplo), a orientação é buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Clínicas da Família e hospitais públicos gerais. Saiba mais.

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