Com a chegada da primavera, algumas pessoas percebem mais fios no travesseiro, na escova ou no ralo do banheiro. Embora a mudança de estação possa influenciar o ciclo capilar, nem sempre ela explica o aumento da queda.
A queda de cabelo na primavera ainda é tema de estudos. Há indícios de que o ciclo dos fios sofra alterações ao longo do ano, mas isso não significa que todo mundo vá perder mais cabelo nessa época. Além disso, fatores como estresse, alterações hormonais e problemas de saúde também podem estar por trás da perda.
Queda de cabelo na primavera tem explicação científica?
Um estudo publicado na revista científica Dermatology analisou dados de 823 mulheres e identificou variações sazonais no ciclo capilar, com diferenças na proporção de fios em fase de repouso ao longo do ano. Os resultados, porém, não permitem afirmar que a primavera provoca queda excessiva em todas as pessoas.
“A questão de sazonalidade na perda de cabelo ainda é discutida com relação aos seres humanos. Mas pode, sim, existir uma perda maior na primavera, que é como se fosse aquela perda dos mamíferos que perdem o pelo do inverno”, explica a médica Tamara Vanzela, em entrevista à AnaMaria.
Em média, perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado normal. Entretanto, mais importante do que contar os cabelos que caem é observar mudanças na própria rotina. “Se você já tem um padrão de perda de fios e percebe um aumento, é necessária investigação”, orienta a especialista.
Outros sinais merecem atenção, como o aparecimento de entradas, a redução do volume e a maior exposição do couro cabeludo. Até mesmo precisar dar mais voltas no elástico para prender o cabelo pode indicar uma mudança na densidade capilar.
Sol e calor também podem prejudicar o cabelo
Com as temperaturas mais altas, a exposição solar passa a exigir cuidados extras. A radiação ultravioleta em excesso pode danificar as proteínas da fibra capilar, deixando os fios mais frágeis e sujeitos à quebra.
O couro cabeludo também precisa de proteção, principalmente em pessoas com pouco cabelo. A exposição frequente e desprotegida ao sol aumenta o risco de danos à pele, incluindo lesões pré-cancerígenas.
Chapéus e outros acessórios que protegem a cabeça ajudam a reduzir essa exposição. Vale lembrar, porém, que a quebra dos fios não é a mesma coisa que a queda de cabelo pela raiz.
Queda de cabelo pós-parto pode durar meses – Crédito: FreePik
Vitaminas e shampoos realmente ajudam a controlar a queda?
Ao perceber a queda excessiva de cabelo, muita gente começa a tomar vitaminas ou investir em shampoos específicos. Só que esses produtos não resolvem todas as causas do problema.
Nutrientes como ferro, zinco, proteínas e vitaminas D e B12 são importantes para a saúde capilar. Entretanto, a suplementação só faz sentido quando existe uma deficiência identificada e indicação profissional. O excesso de vitamina A, inclusive, pode contribuir para a queda.
Outro erro comum é diminuir a frequência das lavagens por medo de perder mais fios durante o banho. Na realidade, lavar o cabelo não provoca a queda dos fios saudáveis. A higiene adequada ajuda a manter o couro cabeludo em boas condições.
A queda de cabelo na primavera pode ser passageira, mas não deve ser ignorada quando há perda de volume, falhas ou mudanças persistentes. Nesses casos, a avaliação dermatológica permite identificar a causa e escolher o tratamento adequado antes que o problema avance.
Resumo:
A queda de cabelo pode aumentar em determinadas épocas do ano, mas isso não acontece com todo mundo. Mudanças no volume dos fios, falhas e alterações na densidade merecem investigação médica. O uso de vitaminas e shampoos por conta própria pode atrasar o tratamento adequado.
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