Durante participação em um videocast, Luana Piovani falou abertamente sobre intimidade e surpreendeu ao comentar sobre o tempo que leva para atingir o orgasmo.
“Não preciso de ninguém pra gozar. Ninguém me faz chegar lá como eu. Nunca marquei, mas deve ser coisa de dois minutos. Com mão, vibrador… Já são muitos anos, a gente já está com a prática organizada. O que quero é me relacionar, ouvir, falar, beijar, cheirar, ser tocada, tocar, receber e dar colo, eu quero receber colo. Gozo é muito fácil”, afirmou.
A fala repercutiu nas redes sociais, principalmente por contrastar com a ideia comum de que o orgasmo feminino é mais difícil ou demorado.
O que dizem os estudos sobre o tempo do orgasmo feminino
Apesar da percepção popular, pesquisas indicam que o tempo para atingir o orgasmo pode ser menor do que se imagina. Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine, conduzido com 645 mulheres de diferentes países, apontou que o tempo médio para alcançar o clímax é de cerca de 13 minutos. Esse período pode variar para mais ou para menos, dependendo de fatores individuais e do contexto da relação. Os dados mostram que não existe um padrão único e que a experiência varia bastante de pessoa para pessoa.
Nem sempre a penetração é suficiente
Outro ponto importante levantado pela pesquisa é que a maioria das mulheres não chega ao orgasmo apenas com penetração. Grande parte das participantes relatou a necessidade de outros estímulos, como toque, beijos e carícias em diferentes regiões do corpo. O estímulo do clitóris aparece como um dos principais fatores para alcançar o prazer.
Isso ajuda a explicar por que a ideia de que o orgasmo depende apenas da relação penetrativa não corresponde à realidade da maioria das mulheres.
Por que o tempo pode variar tanto?
O tempo para chegar ao orgasmo não depende apenas de estímulo físico. Aspectos emocionais, conexão com o parceiro, conforto e até o nível de estresse influenciam diretamente. Além disso, autoconhecimento também faz diferença. Pessoas que conhecem melhor o próprio corpo tendem a identificar com mais facilidade o que favorece o prazer.
Expectativas também influenciam a experiência
Especialistas apontam que expectativas irreais, muitas vezes reforçadas por filmes e padrões culturais, podem gerar frustração. A ideia de que o orgasmo precisa acontecer rapidamente, ou ao mesmo tempo para o casal, nem sempre corresponde à realidade e pode atrapalhar a experiência.
A sexualidade faz parte da saúde e da qualidade de vida. Estudos mostram que dificuldades nessa área podem impactar o bem-estar físico e emocional. Nos últimos anos, o tema tem ganhado mais espaço nas pesquisas, ampliando o entendimento sobre o prazer feminino e ajudando a reduzir tabus.
Resumo:
Luana Piovani chamou atenção ao dizer que leva poucos minutos para atingir o orgasmo, mas estudos indicam que a média feminina gira em torno de 13 minutos. O tempo varia de acordo com fatores físicos e emocionais, e o prazer não depende apenas da penetração.
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